Eclipse: poucas regiões do planeta terão visão completa do alinhamento entre Sol, Lua e Terra (George Pachantouris/Getty Images)
Redatora
Publicado em 3 de agosto de 2026 às 20h44.
O mês de agosto será marcado por um dos principais eventos astronômicos de 2026. Na quarta-feira, 12, um eclipse solar total poderá ser observado em uma estreita faixa do Hemisfério Norte, atraindo tanto turistas quanto cientistas interessados em acompanhar o fenômeno.
No Brasil, o eclipse não será visível. Ainda assim, será possível assistir às transmissões ao vivo promovidas por agências espaciais e acompanhar pesquisas realizadas durante o evento, que deve fornecer novos dados sobre a atmosfera e o campo magnético do Sol.
A faixa de totalidade, onde a Lua encobre completamente o disco solar, passará por poucos locais do planeta. O fenômeno poderá ser visto integralmente em:
Já o eclipse solar parcial poderá ser observado em uma área muito maior, incluindo:
Segundo a Agência Espacial Europeia (ESA), este será o primeiro eclipse solar total visível na Península Ibérica em mais de um século. Antes disso, a última vez que um eclipse total cruzou a região foi em 1912, quando a fase de totalidade durou apenas cerca de um segundo.
Os eclipses solares totais só podem ser observados na estreita faixa percorrida pela sombra mais escura da Lua, conhecida como umbra. Como essa trajetória ficará restrita ao Hemisfério Norte neste ano, o território brasileiro permanecerá completamente fora da área de visibilidade.
Por isso, quem estiver no Brasil não conseguirá observar o eclipse nem mesmo de forma parcial.Quem não estiver nas regiões de observação poderá acompanhar o fenômeno ao vivo pela internet.
A Nasa fará uma transmissão especial em seu canal oficial no YouTube e em suas redes sociais. A ESA também preparou uma cobertura dedicada ao evento, com imagens do eclipse e explicações sobre as pesquisas realizadas durante o fenômeno.
Além do espetáculo visual, o eclipse representa uma oportunidade importante para a pesquisa científica.
Quando a Lua bloqueia temporariamente a intensa luz do Sol, os astrônomos conseguem observar com muito mais detalhes a coroa solar, a camada mais externa da atmosfera da estrela, normalmente escondida pelo brilho solar.
Segundo a ESA, essas observações ajudam a compreender melhor o campo magnético do Sol, responsável por fenômenos como erupções solares e tempestades geomagnéticas que podem afetar satélites, sistemas de comunicação e redes elétricas na Terra.
O eclipse também permitirá testar equipamentos científicos que poderão ser utilizados em futuras missões espaciais. Além disso, projetos de ciência cidadã vão reunir informações sobre mudanças de temperatura e até alterações no comportamento de aves durante o fenômeno, ampliando os dados disponíveis para os pesquisadores.
Embora o eclipse total de agosto não seja visível no país, os brasileiros terão outros fenômenos astronômicos para acompanhar.
O mais próximo será um eclipse lunar parcial, que poderá ser visto em todo o Brasil na noite de 27 de agosto e na madrugada de 28 de agosto de 2026. Durante o fenômeno, parte da Lua poderá adquirir tons avermelhados, formando o efeito popularmente conhecido como Lua de Sangue.
Depois, em 6 de fevereiro de 2027, ocorrerá um eclipse solar anular. O chamado "anel de fogo" será visto em sua totalidade apenas sobre áreas oceânicas próximas ao Brasil, mas moradores das regiões Sul, Sudeste e parte do Nordeste poderão observar um eclipse parcial, com mais de 70% do Sol encoberto em algumas localidades.
Já o próximo eclipse solar total visível no Brasil está previsto para 12 de agosto de 2045. A faixa de totalidade passará por cidades do Norte e do Nordeste, incluindo Belém, São Luís, João Pessoa e Recife, tornando-se um dos eventos astronômicos mais aguardados das próximas décadas.