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FMI reduz previsão de crescimento para Argentina em 2026

Revisão reflete perda de ritmo em 2025 e impacto do petróleo sobre inflação

Javier Milei: FMI reduz previsão de crescimento e alerta para inflação mais alta. (Brendan SMIALOWSKI / AFP)

Javier Milei: FMI reduz previsão de crescimento e alerta para inflação mais alta. (Brendan SMIALOWSKI / AFP)

Publicado em 14 de abril de 2026 às 11h35.

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O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou para baixo a projeção de crescimento da Argentina em 2026, estimando alta de 3,5% no PIB, abaixo dos 4% previstos anteriormente.

A atualização foi divulgada nesta terça-feira, 14, durante a apresentação do relatório de Perspectivas Econômicas Globais (WEO), em Washington.

Segundo o economista-chefe do Fundo, Pierre-Olivier Gourinchas, a revisão reflete principalmente a perda de fôlego da atividade econômica na segunda metade de 2025.

Crescimento segue entre os maiores da região

Apesar do corte, o FMI projeta que a Argentina estará entre as economias que mais crescem na América do Sul em 2026. O avanço estimado supera o de países como Brasil (1,9%), Chile (2,4%) e Colômbia (2,3%), embora fique abaixo de Paraguai (4,2%) e Venezuela (4%). A projeção de 4% de crescimento para 2027 se manteve.

Segundo a Clarín, o cenário incorpora os efeitos da guerra no Oriente Médio e o impacto do fechamento do Estreito de Ormuz sobre os mercados globais de energia. Como exportadora líquida de petróleo, a Argentina pode se beneficiar da alta dos preços internacionais.

Por outro lado, o encarecimento do barril tende a pressionar a inflação doméstica, elevando custos de combustíveis e transporte e reduzindo o poder de compra da população.

Inflação mais alta e desinflação mais lenta

O FMI passou a projetar inflação média de 30,4% em 2026, quase o dobro da estimativa feita em outubro do ano passado. Ainda assim, o Fundo avalia que o país segue em trajetória de desaceleração dos preços, após a inflação cair de cerca de 180% no fim de 2024 para 31,5% no fim de 2025.

A expectativa é de que a desinflação continue, mas em ritmo mais gradual do que o previsto anteriormente.

O relatório também revisou para baixo o crescimento global, agora estimado em 3,1% em 2026. Segundo o FMI, o conflito no Oriente Médio interrompeu um ciclo de recuperação que vinha sendo sustentado por condições financeiras favoráveis, ganhos de produtividade e estímulos fiscais.

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