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Petróleo segue em alta com temor de nova escalada entre EUA e Irã

Até 11 milhões de barris por dia seguem fora do mercado

Petróleo: tensão entre EUA e Irã pressiona preços e afeta fluxo global. (Montagem/Canva/Exame)

Petróleo: tensão entre EUA e Irã pressiona preços e afeta fluxo global. (Montagem/Canva/Exame)

Publicado em 20 de abril de 2026 às 05h49.

Última atualização em 20 de abril de 2026 às 05h50.

Os preços do petróleo subiram mais de 6% nesta segunda-feira, 20, após o aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã colocar em dúvida a manutenção do cessar-fogo no Oriente Médio.

O barril do Brent avançava 6,1%, a US$ 95,89, enquanto o WTI subia 6,5%, a US$ 89,31, revertendo parte das perdas da última sexta-feira, quando ambos haviam recuado cerca de 9%.

O movimento ocorre após os EUA apreenderem um navio de carga iraniano que teria tentado romper o bloqueio na região. Em resposta, Teerã afirmou que irá retaliar e indicou que não participará de novas negociações antes do fim da trégua, prevista para esta semana.

A instabilidade afeta diretamente o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto da oferta global de petróleo. Apesar de declarações recentes indicando reabertura da rota, relatos de ataques a petroleiros aumentaram a percepção de risco.

Segundo analistas, entre 10 e 11 milhões de barris por dia seguem fora do mercado devido às interrupções na produção e no transporte.

Mercado financeiro reage, mas fluxo físico segue travado

De acordo com a Reuters, especialistas apontam um descompasso entre o mercado financeiro, que reage a sinais de negociação, e o mercado físico, ainda pressionado por gargalos logísticos, custos elevados de frete e seguros e rotas mais longas.

Dados da Kpler mostram que mais de 20 embarcações cruzaram o estreito no sábado — o maior número desde 1º de março —, mas o fluxo segue abaixo do normal.

A expectativa é que os preços permaneçam voláteis nos próximos dias, à medida que investidores acompanham os desdobramentos diplomáticos e militares na região.

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