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Ibovespa fecha com alta moderada, mas garante novo recorde

O dólar fechou em queda de 0,23%, cotado a R$ 5,348

Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 6 de novembro de 2025 às 18h19.

O Ibovespa ultrapassou os 154 mil pontos nesta quinta-feira, 4, e renovou a máxima intraday ao alcançar os 154.352 pontos por volta das 11h. Logo depois, o índice perdeu fôlego. Mas, mesmo assim, garantiu novo recorde de fechamento: alta de 0,03% aos 153.338 pontos. Essa é a sétima sessão consecutiva que o índice registra recorde duplo.

Já o dólar fechou em queda de 0,23%, cotado a R$ 5,348.

Na véspera, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a Selic em 15% ao ano, em sua terceira reunião consecutiva sem cortes. O comunicado do Copom reforçou o tom duro e não deu pistas sobre quando o ciclo de cortes da Selic deve começar, segundo especialistas ouvidos pela EXAME.

Mercados internacionais

Na Europa, os mercados fecharam no negativo. O índice Stoxx 600 caiu 0,72%, enquanto o CAC 40, da França, recuou 1,42%. O DAX, da Alemanha, teve queda de 1,27%, e o FTSE 100, do Reino Unido, perdeu 0,52%.

Nos Estados Unidos, os índices fecharam em queda. O S&P 500 caiu 1,12%, o Nasdaq 100 recuou 1,90%, e o Dow Jones perdeu 0,84%.

Os investidores esperam que a Suprema Corte dos EUA possa limitar as tarifas comerciais impostas pelo presidente Donald Trump, após os juízes demonstrarem ceticismo sobre a legalidade das medidas em audiência realizada na quarta-feira.

Na Ásia, as bolsas fecharam em alta, acompanhando os ganhos de Wall Street após o balanço da AMD impulsionar as ações ligadas à inteligência artificial. O Nikkei 225, do Japão, avançou 1,19%, enquanto o Topix subiu 1,38%.

Na Coreia do Sul, o Kospi teve alta de 0,55%, com destaque para a SK Hynix, fornecedora da Nvidia, que subiu mais de 2%. Já o Kosdaq caiu 0,41%, e o S&P/ASX 200, da Austrália, registrou leve alta de 0,30%.

Na China, o movimento também foi positivo. O Hang Seng, de Hong Kong, saltou 2,12%, enquanto o índice CSI 300, que reúne as maiores empresas listadas em Xangai e Shenzhen, ganhou 1,43%. Em contrapartida, os mercados indianos mostraram fraqueza: o Sensex recuou 0,18%, e o Nifty 50, 0,34%.

Temporada de balanços

O noticiário corporativo promete movimentar o pós-fechamento da B3, com uma safra robusta de balanços nesta quinta-feira. Entre as empresas que divulgam resultados estão Petrobras, Alpargatas, Assaí, BrasilAgro, Caixa Seguridade, Cogna, Ânima, Energisa, Fleury, Lojas Renner, Magazine Luiza, Petrorecôncavo, SLC Agrícola, Smartfit, Stone, Suzano e Tenda.

Na véspera, uma série de companhias publicaram seus balanços. Entre os destaques, estão a Axia, antiga Eletrobras (ELET3; ELET6), que reportou um lucro 68% menor no terceiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano anterior.

Já a distribuidora de combustíveis Vibra (VBBR3) registrou baixa de 87% no lucro líquido ajustado no terceiro trimestre de 2025 em relação a igual período de 2024, saindo de R$ 4,201 bilhões para R$ 546 milhões.

Brava Energia (BRAV3), por sua vez, registrou queda de 75,8% no lucro líquido no terceiro trimestre em relação a igual período de 2024, atingindo R$ 120 milhões.

A empresa de tecnologia Totvs (TOTS3) registrou lucro líquido ajustado de R$ 248,7 milhões, alta de 10,2% em relação aos R$ 225,5 milhões do mesmo período de 2024, refletindo o crescimento do EBITDA Ajustado no período.

No mercado de saúde, a Rede D'or São Luiz (RDOR3) reportou lucro líquido de R$ 1,538 bilhão no terceiro trimestre, montante 31,7% superior ao reportado no mesmo intervalo de 2024.

Já o frigorífico Minerva (BEEF3) divulgou ter registrado lucro líquido de R$ 120 milhões no terceiro trimestre, montante 27,6% superior ao reportado no mesmo intervalo de 2024.

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