Inteligência Artificial

Os três pilares essenciais para o sucesso da OpenAI, segundo Sam Altman

Em entrevista ao podcast Big Technology, o CEO da OpenAI explica como a empresa pretende se manter à frente da concorrência e continuar sua trajetória de crescimento

Sam Altman: CEO da OpenAI (OEL SAGET / AFP/Getty Images)

Sam Altman: CEO da OpenAI (OEL SAGET / AFP/Getty Images)

Publicado em 19 de dezembro de 2025 às 09h12.

Última atualização em 19 de dezembro de 2025 às 09h12.

Em uma recente entrevista ao podcast Big Technology, apresentado por Alex Kantrowitz, Sam Altman, CEO da OpenAI, discutiu os desafios e a estratégia da empresa diante da crescente concorrência no setor de inteligência artificial e do escrutínio de analistas e investidores, alguns dos quais bastante receosos com os investimentos de centenas de bilhões de dólares em infraestrutura para IA.

A conversa ocorreu na terça-feira, 16, em um momento crítico. Quase um mês antes, o Google lançara o modelo Gemini 3, o que levou a OpenAI a entrar em estado de "código vermelho". Focada em melhorar o ChatGPT, a empresa lançou duas atualizações em menos de uma semana: o modelo GPT 5.2 e uma ferramenta mais rápida e precisa para criação e edição de imagens. Prontamente, o Google respondeu com o lançamento do Gemini 3 Flash.

Apesar da crescente ameaça da big tech, com sua sólida base financeira sustentada por outros negócios, principalmente publicidade, e um grande ecossistema que permite avanços em integrações, Altman demonstrou confiança nas ações rápidas da OpenAI para ajustar sua estratégia e manter a liderança.

O CEO destacou que a OpenAI continuará focando em três pilares essenciais para o sucesso: garantir que seus produtos sejam amplamente utilizados, manter usuários engajados com os melhores modelos e atender a suas demandas com poder computacional suficiente. Depois, expandir para novas áreas, como o corporativo e hardware com IA.

Na corrida da IA, a OpenAI tem se beneficiado do pioneirismo e da popularidade do ChatGPT, lançado há pouco mais de três anos, enquanto a empresa já soma 10. O chatbot alcançou 800 milhões de usuários semanais no começo de outubro, dobrando sua base do início do ano.

Assim, ao mesmo tempo que reconhece a força de competidores como o Google, Altman acredita que a OpenAI tem uma vantagem estratégica ao ser a plataforma de IA mais conhecida e amplamente utilizada, tanto por consumidores quanto por empresas. Segundo o CEO, embora o ChatGPT seja considerado por muitos um produto voltado ao consumidor final, a startup já possui mais de um milhão de usuários corporativos.

Futuro da OpenAI e da corrida da IA

Em relação à evolução do mercado, o CEO destacou que o futuro da IA será marcado por uma maior personalização, seja para o consumidor ou para o setor empresarial.

Nesse sentido, Altman reforçou que, apesar de mais demorado, uma vantagem competitiva para a OpenAI – consequentemente, uma desvantagem para empresas estabelecidas como o Google – é a possibilidade de construir interfaces, serviços e produtos em torno da IA, não apenas incorporá-la. O CEO reconhece que isso demora mais e tem seus desafios, mas entende que é o futuro da tecnologia.

Altman também falou sobre os gastos da OpenAI em infraestrutura, com compromissos que superam US$ 1 trilhão, enquanto a receita anualizada pode chegar a US$ 20 bilhões neste ano, destinados a suportar o crescimento da empresa e possibilitar novos avanços em pesquisa e produtos.

O CEO destacou que os contratos são de longo prazo e que as receitas da empresa devem seguir subindo; para isso, é necessário mais poder computacional para sustentar o crescimento contínuo do faturamento, o qual, eventualmente, superará os gastos.

Por fim, sobre a possível abertura de capital (IPO) em 2026, Altman foi direto: “Eu não sei”.

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