Foto do jogador Lamine Yamal vestindo a camisa 19 da seleção espanhola durante a Copa do Mundo de 2026. (TIENNE LAURENT / AFP)
Repórter
Publicado em 19 de julho de 2026 às 18h25.
Última atualização em 19 de julho de 2026 às 19h23.
A Espanha é bicampeã mundial. A Fúria Roja derrotou a Argentina na final da Copa do Mundo de 2026, neste domingo, 19, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, com gol de Ferrán Torres na prorrogação — e levantou a taça pela segunda vez na história, repetindo o roteiro de 2010, quando Andrés Iniesta também decidiu no tempo extra.
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A Espanha agora tem duas Copas do Mundo: a de 2010, conquistada na África do Sul, e a de 2026, conquistada nos Estados Unidos.
Com o bicampeonato, a Espanha entra para o grupo seleto das seleções com dois ou mais títulos mundiais, ao lado de Argentina, França, Uruguai, Alemanha, Itália e Brasil.
A coincidência é impressionante. Em 2010, o título veio com gol de Andrés Iniesta aos 116 minutos da prorrogação, contra a Holanda.
Em 2026, o título veio com gol de Ferrán Torres também na prorrogação, contra a Argentina. Dois jogadores que não eram os maiores craques de suas gerações, mas que carregaram a Espanha ao topo do mundo nos momentos mais importantes.
A conquista na África do Sul foi o auge de uma das gerações mais talentosas da história do futebol. Comandada pelo técnico Vicente del Bosque, a Espanha encantou o mundo com o estilo tiki-taka — baseado em posse de bola, troca de passes rápidos e domínio do jogo.
A campanha, porém, começou com susto: a seleção perdeu na estreia para a Suíça por 1 a 0, resultado que gerou alarme. Após o tropeço inicial, a Espanha não perdeu mais e chegou à final após eliminar Portugal, Paraguai e Alemanha no mata-mata.
Na decisão contra a Holanda, o jogo foi marcado por muitas faltas e tensão. Após 90 minutos sem gols, Iniesta recebeu de Cesc Fàbregas na prorrogação e bateu cruzado para dar o título à Espanha.
A conquista foi ainda mais especial por fazer parte de um ciclo histórico: entre 2008 e 2012, a Espanha ganhou a Eurocopa de 2008, a Copa do Mundo de 2010 e a Eurocopa de 2012 — o único tricampeonato consecutivo de uma seleção europeia na história.
Os protagonistas daquela geração eram Iker Casillas (goleiro e capitão), Xavi Hernández, Andrés Iniesta, Sergio Busquets, David Villa (artilheiro do torneio com cinco gols) e Carles Puyol.
A Espanha de 2026 conquistou o bicampeonato com uma geração completamente renovada. Comandada pelo técnico Luis de la Fuente, a Fúria teve em Lamine Yamal, de apenas 18 anos, e Mikel Oyarzabal seus principais destaques ao longo do torneio.
A seleção não sofreu nenhum gol na fase de grupos, eliminou Áustria, Portugal, Bélgica e França no mata-mata, e chegou à final com uma das campanhas mais consistentes da história das Copas.
O herói da decisão foi Ferrán Torres, que entrou no segundo tempo e marcou o gol do título na prorrogação — repetindo, 16 anos depois, o papel de Iniesta como o homem do momento mais importante.