Prorrogação na final: veja retrospecto de Espanha e Argentina (CHARLY TRIBALLEAU/AFP)
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Publicado em 19 de julho de 2026 às 18h32.
Espanha e Argentina não decidiram o título da Copa do Mundo de 2026 nos 90 minutos regulamentares e estão na prorrogação neste domingo, 19.
O tempo extra confirma uma tendência das últimas edições: das últimas cinco finais de Copas do Mundo, quatro haviam sido decididas na prorrogação. Apenas em 2018, na Rússia, a França venceu a Croácia por 4 a 2 sem precisar estender o jogo. Entre todas as decisões que passaram dos 90 minutos, cinco terminaram ainda na prorrogação, e três foram para os pênaltis.
A Espanha entrou na final com a melhor defesa do torneio: sofreu apenas um gol até então, na vitória sobre a Bélgica nas quartas de final. A seleção também foi a que passou menos tempo em campo entre as finalistas e manteve um padrão nos gols marcados, sempre de dentro da área.
Já a Argentina construiu sua campanha com base no ataque e em um repertório mais variado de gols — muitos deles decididos nos instantes finais das partidas, o que reforça a expectativa em torno da seleção agora que o jogo está no tempo extra.
Dos 19 gols marcados pela seleção na Copa até a final, 12 (cerca de 66%) saíram a partir do minuto 75 ou já em prorrogações anteriores, o maior índice entre as seleções do torneio.
A Albiceleste também lidera em gols nos acréscimos, com três: contra Áustria, Egito e Inglaterra.
Na fase de grupos, três dos oito gols argentinos vieram nesse recorte final de jogo. Já no mata-mata, nove dos 11 gols marcados pela equipe saíram nos minutos finais ou no tempo extra — um padrão que se repetiu em praticamente todas as fases eliminatórias e que a seleção agora tenta repetir na decisão.