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Quais seleções têm mais chances de ganhar a Copa 2026?

Empates de Espanha e Portugal alteraram as projeções após apenas uma rodada da fase de grupos

Publicado em 19 de junho de 2026 às 11h23.

Com apenas uma rodada disputada na fase de grupos da Copa do Mundo de 2026, o cenário de forças do torneio já começou a mudar.

Resultados como o empate da Espanha com Cabo Verde e a igualdade entre Portugal e República Democrática do Congo provocaram alterações nas projeções estatísticas para a disputa do título.

A principal mudança ocorreu na liderança do ranking elaborado por mestrandos da Escola de Matemática Aplicada da Fundação Getulio Vargas (FGV EMAp). Após golear a Argélia, a Argentina assumiu o primeiro lugar nas projeções, com 17,23% de chance de conquistar a Copa.

A Espanha, que liderava as previsões antes do início da competição, caiu para a segunda posição, com 11,29%. A Inglaterra manteve o terceiro lugar, com 9,45%.

Quais são as seleções favoritas ao título?

Segundo o modelo da FGV EMAp, estas são as dez seleções com maior probabilidade de vencer a Copa do Mundo de 2026:

  1. Argentina — 17,23%
  2. Espanha — 11,29%
  3. Inglaterra — 9,45%
  4. França — 8,75%
  5. Alemanha — 7,40%
  6. Colômbia — 6,23%
  7. Marrocos — 4,74%
  8. Brasil — 4,14%
  9. Portugal — 3,95%
  10. Holanda — 3,77%

O Brasil aparece em oitavo lugar, com 4,14% de chance de título. A seleção subiu uma posição no ranking após o empate de Portugal com a República Democrática do Congo, resultado que reduziu a probabilidade portuguesa para 3,95%.

Entre as seleções mais bem posicionadas, Colômbia e Marrocos aparecem à frente de Brasil, Portugal e Holanda. A Colômbia tem 6,23% de chance de título, enquanto Marrocos soma 4,74%.

Como funciona o modelo da FGV

O modelo estatístico foi desenvolvido por mestrandos da FGV EMAp para prever os resultados da Copa do Mundo de 2026, disputada em junho e julho nos Estados Unidos, México e Canadá.

Para construir as projeções, foram usados dados de desempenho de 2.997 confrontos entre 187 seleções da FIFA nos últimos quatro anos. O modelo atribui peso maior aos jogos mais recentes e reduz gradualmente a relevância estatística dos confrontos mais antigos.

Partidas competitivas, como eliminatórias e torneios continentais, recebem mais importância do que amistosos. A lógica segue critérios oficiais da FIFA, segundo o material divulgado pela FGV EMAp.

A partir desses dados, o sistema simula o torneio inteiro, estima probabilidades de vitória para cada seleção e projeta o chaveamento mais provável, da fase de grupos até a final.

As projeções serão recalculadas ao longo da competição, conforme os resultados reais forem incorporados ao modelo.

 

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