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Premier League: os pontos marcantes da rodada de abertura da temporada

Fim de semana inicial do Campeonato Inglês teve crise envolvendo Ollie Watkins, dúvidas no ataque do Manchester United, estreia promissora de Mamadou Sangaré e reencontro hostil de Alexander Isak com o Newcastle

Premier League: rodada inicial despertou pontos de atenção nas equipes ( (Foto: Paul Ellis / AFP))

Premier League: rodada inicial despertou pontos de atenção nas equipes ( (Foto: Paul Ellis / AFP))

Gabriella Brizotti
Gabriella Brizotti

Colaboradora

Publicado em 24 de agosto de 2026 às 19h52.

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A primeira rodada da nova temporada da Premier League deixou sinais importantes para os próximos meses. Entre grandes investimentos, estreias de jogadores, problemas no ataque e reencontros cercados de tensão, o fim de semana serviu como uma primeira imagem do que alguns clubes podem enfrentar ao longo da competição. O The Guardian listou alguns dos pontos principais da estreia do torneio.

Nem todas as histórias começaram com boas notícias. O Aston Villa terminou a rodada goleado, o Manchester United mostrou dificuldades para criar chances e Alexander Isak teve uma partida complicada justamente no reencontro com o Newcastle. Por outro lado, o Brentford encontrou uma possível joia em sua contratação mais cara, enquanto o Leeds iniciou sua campanha com motivos para acreditar em uma temporada mais tranquila.

Confira os principais pontos da abertura da Premier League

1. Watkins deixa o Villa no centro de uma crise

A goleada por 4 a 0 sofrida pelo Aston Villa diante do Brighton ficou ainda mais complicada pela ausência de Ollie Watkins. O atacante, um dos principais nomes da equipe nas últimas temporadas, não participou da partida enquanto avalia uma possível transferência para o Al-Hilal.

A situação provocou uma reação direta de Unai Emery. O treinador afirmou que Watkins deveria explicar sua ausência, em uma declaração que deixou claro que o clube não considera normal o jogador simplesmente não entrar em campo.

O momento é delicado porque Watkins construiu uma relação importante com a torcida. Em seis temporadas e 278 partidas pelo Villa, marcou 108 gols e se tornou um dos principais jogadores do clube na era recente da Premier League.

O Aston Villa afirma que ainda não chegou a um acordo com o Al-Hilal e já recusou mais de uma proposta. Com a janela de transferências se aproximando do fim, a tendência é de que o caso ganhe novos capítulos rapidamente.

2. Manchester United ainda procura seu centroavante

A estreia do Manchester United também expôs uma questão que pode acompanhar o time durante a temporada: quem será o homem responsável por liderar o ataque?

Benjamin Sesko ainda não havia conseguido disputar nenhum jogo na pré-temporada e entrou apenas posteriormente. Matheus Cunha foi utilizado como falso 9, mas teve uma atuação apagada e não conseguiu oferecer presença suficiente na área adversária.

Quando Sesko entrou, a situação não mudou significativamente. Joshua Zirkzee permaneceu no banco, em mais um sinal de que o clube ainda não encontrou uma solução definitiva para a posição.

A derrota para o Hull City por 2 a 0 mostrou um United pouco agressivo no último terço. A equipe teve algumas tentativas de finalização e cruzamentos perigosos, mas criou pouco para realmente incomodar o goleiro adversário.

3. Tzolakis começa a Premier League com o pé direito

Se o Manchester United saiu da estreia com dúvidas sobre seu ataque, o Hull encontrou uma resposta bastante positiva no gol.

Konstantinos Tzolakis teve uma estreia segura na Premier League depois de chegar do Olympiacos por 20 milhões de libras. O goleiro grego não precisou realizar uma sequência espetacular de defesas, mas mostrou tranquilidade nas poucas oportunidades em que foi exigido.

A segurança chamou a atenção do técnico Sergej Jakirovic, que destacou a experiência do jogador em um ambiente de alta pressão no futebol grego.

A adaptação à Premier League ainda está apenas começando, mas Tzolakis deixou uma primeira impressão bastante positiva. Se mantiver esse nível, pode rapidamente transformar o investimento do Hull em um dos bons negócios da temporada.

4. Sangaré já parece valer mais do que o Brentford pagou

O Brentford pode ter encontrado uma das grandes pechinchas do mercado. Mamadou Sangaré custou 39 milhões de libras, valor que parece ainda mais interessante depois de sua estreia contra o Tottenham. O meio-campista teve uma atuação dominante e mostrou que pode ser uma das grandes surpresas da temporada.

O jogador havia feito uma excelente campanha pelo Lens e manteve o nível logo em seu primeiro compromisso na Inglaterra. Contra o Tottenham, controlou o meio-campo, mesmo diante de adversários que representam investimentos muito maiores.

Tonali e Mateus Fernandes, por exemplo, integram um setor que reúne jogadores de enorme valor de mercado, mas foi Sangaré quem ganhou protagonismo.

5. Isak reencontra Newcastle em noite para esquecer

Poucos jogadores tiveram uma recepção tão hostil quanto Alexander Isak. O atacante voltou a St. James' Park vestindo a camisa do Liverpool e foi vaiado praticamente todas as vezes que tocou na bola.

O reencontro, porém, também foi ruim dentro de campo. Isak teve uma atuação apagada, sofreu uma entrada de Lewis Hall e desperdiçou a principal oportunidade que teve para marcar.

A situação poderia ter mudado completamente nos instantes finais. O Newcastle sofreu um pênalti já aos 99 minutos, mas Dominik Szoboszlai converteu a cobrança e evitou que Isak deixasse o estádio com uma espécie de revanche.

O desempenho também gera preocupação para o Liverpool. O clube investiu 125 milhões de libras no atacante e espera que ele seja uma das peças fundamentais da temporada.

Com Hugo Ekitiké ainda afastado por uma lesão de longa duração, a equipe não possui uma alternativa natural para a posição. Recuperar a melhor versão de Isak, portanto, não é apenas uma questão individual.

6. Leeds começa temporada com ambição maior

O Leeds terminou a primeira rodada com uma vitória sobre o Nottingham Forest e, principalmente, com a sensação de que pode fazer mais do que simplesmente lutar contra o rebaixamento.

Depois de terminar a temporada passada na 14ª colocação, o clube investiu cerca de 80 milhões de libras em reforços como James Trafford, Tarik Muharemovic e Nico Elvedi. Harry Wilson também chegou sem custos de transferência. A diretoria agora pretende transformar a permanência na elite em algo mais consistente.

Daniel Farke, porém, sabe que o elenco ainda precisa de mais qualidade. O Leeds e o próprio Forest chegaram a ser associados a uma possível contratação de Liam Delap, do Chelsea, que poderia dividir a responsabilidade ofensiva com Dominic Calvert-Lewin.

O técnico resumiu a ambição do clube ao projetar um futuro mais estável na elite. Depois de anos de altos e baixos, o objetivo agora é construir uma equipe capaz de permanecer na Premier League e, posteriormente, pensar em voos mais altos.

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