Esporte

Por que a Premier League virou um dos ativos favoritos dos bilionários americanos

Valorização dos clubes, contratos de transmissão e gestão mais eficiente impulsionam o interesse de investidores dos EUA no futebol inglês

Premier League: liga concentra 11 clubes sob controle de proprietários americanos (Imagem gerada por IA/EXAME/Exame)

Premier League: liga concentra 11 clubes sob controle de proprietários americanos (Imagem gerada por IA/EXAME/Exame)

Publicado em 30 de julho de 2026 às 06h47.

Priorizar nos meus resultados Google
Tudo sobreFutebol
Saiba mais

Clubes de futebol do Reino Unido deixaram de ser apenas ativos esportivos para se tornarem uma das apostas mais disputadas por investidores americanos. Nos últimos anos, empresários, fundos de investimento e celebridades dos Estados Unidos ampliaram sua presença no futebol britânico, impulsionados pelo potencial de valorização dos clubes, pelo alcance global da Premier League e pelas oportunidades de aumentar receitas.

Hoje, investidores americanos controlam 11 dos 20 clubes que disputam a Premier League, enquanto equipes de divisões inferiores também passaram a atrair nomes conhecidos da cultura pop, como Ryan Reynolds, Rob McElhenney e Snoop Dogg.

Clubes oferecem potencial de valorização

Um dos principais exemplos é o Liverpool. Em 2010, o Fenway Sports Group (FSG) adquiriu o clube por 300 milhões de libras, quando a equipe enfrentava dificuldades financeiras.

Agora, o grupo negocia a venda de uma participação minoritária do Liverpool em uma operação que avalia o clube em cerca de US$ 6 bilhões, refletindo a valorização obtida após a conquista de dois títulos da Premier League e uma Liga dos Campeões durante sua gestão.

Segundo analistas ouvidos pela CNBC, muitos investidores americanos enxergam oportunidades para tornar os clubes mais eficientes financeiramente, já que diversas equipes europeias priorizam resultados esportivos em vez da maximização das receitas.

Na temporada 2024/25, apenas oito clubes da Premier League registraram lucro operacional, enquanto a liga acumulou um prejuízo combinado antes dos impostos de 948 milhões de libras (cerca de US$ 1,26 bilhão), segundo a Deloitte.

Escassez aumenta o interesse dos investidores

Especialistas afirmam que a quantidade limitada de grandes clubes tradicionais torna esses ativos ainda mais valiosos. Além da história centenária de muitas equipes, o esporte ao vivo continua sendo visto como um produto difícil de substituir, mesmo diante do avanço da inteligência artificial.

Outro atrativo está nas receitas da Premier League. Na temporada 2024/25, os clubes arrecadaram mais de 3,3 bilhões de libras com direitos de transmissão, valor equivalente a aproximadamente metade da receita total da competição.

A distribuição considera uma parcela igualitária entre os clubes, além de valores relacionados ao desempenho esportivo e ao número de partidas transmitidas.

Celebridades também entram no mercado

O interesse americano não se limita aos grandes clubes. O sucesso da aquisição do Wrexham por Ryan Reynolds e Rob McElhenney, em 2020, aumentou a visibilidade desse tipo de investimento. A trajetória da equipe foi retratada na série "Welcome to Wrexham" e contribuiu para atrair novos investidores.

Neste ano, o rapper Snoop Dogg também passou a integrar o grupo de proprietários do Swansea City, reforçando o interesse de celebridades pelo futebol britânico.

Segundo analistas, esse processo tende a continuar à medida que o futebol se consolida como um produto global e um ativo cada vez mais disputado por investidores internacionais.

Acompanhe tudo sobre:BilionáriosFutebol inglêsEstados Unidos (EUA)

Mais de Esporte

Qual foi o resultado do jogo do Palmeiras ontem?

Participação de menores de 18 anos nos estádios salta de 1,4% para 8,5% em três anos

Flamengo x Estudiantes: onde assistir ao vivo e prováveis escalações

Cristiano Ronaldo investe R$ 112 milhões em pequena aldeia para produção de água em larga escala