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Ponta da chuteira é impedimento? Entenda como o VAR semiautomático funciona

Nova tecnologia estreia no início do segundo turno e promete decisões mais rápidas e precisas, mas funcionará de forma diferente do sistema utilizado no Mundial de 2026

VAR: Brasileirão terá novidade de impedimento semiautomático (Sergio Perez/Reuters)

VAR: Brasileirão terá novidade de impedimento semiautomático (Sergio Perez/Reuters)

Gabriella Brizotti
Gabriella Brizotti

Colaboradora

Publicado em 27 de julho de 2026 às 20h03.

A partir da rodada que abre o segundo turno do Campeonato Brasileiro, a arbitragem contará com o auxílio do impedimento semiautomático. A tecnologia, que ganhou notoriedade durante a Copa do Mundo de 2026, chega à Série A com algumas diferenças em relação ao modelo adotado pela Fifa.

Embora o objetivo continue sendo reduzir o tempo de análise e aumentar a precisão nas marcações, a versão utilizada no Brasileirão terá um funcionamento próprio, desenvolvido pela empresa Genius Sports em integração com o sistema de VAR operado pela Hawk-Eye.

Sistema não terá chip na bola

Uma das principais mudanças está na ausência do sensor instalado na bola, recurso utilizado durante a Copa do Mundo para identificar com precisão o momento exato do passe.

No Brasileirão, essa função será substituída por um conjunto de 28 a 32 câmeras de alta definição posicionadas ao redor do estádio. A expectativa é que a quantidade maior de equipamentos permita identificar os lances com precisão suficiente, mesmo sem o uso de um chip.

Mais câmeras e imagens mais detalhadas

Outra diferença importante está na forma de captação das imagens.

Enquanto o sistema utilizado pela Fifa trabalhava com 16 câmeras registrando imagens a 50 quadros por segundo, a tecnologia adotada no Campeonato Brasileiro utilizará praticamente o dobro de equipamentos, com resolução em 4K e gravação a 100 quadros por segundo.

Segundo a Genius Sports, esse aumento na quantidade de dados possibilita uma reconstrução digital mais precisa da jogada, reduzindo incertezas na definição do momento do passe e da posição dos jogadores.

Bandeirinhas continuarão tomando a decisão em campo

Ao contrário do que aconteceu na Copa do Mundo, os assistentes não receberão orientações em tempo real por meio da tecnologia.

No Brasileirão, a dinâmica permanecerá a mesma: os árbitros auxiliares seguirão responsáveis pela marcação inicial dos lances, mantendo a bandeira abaixada em jogadas duvidosas até o término da jogada, conforme o protocolo atual do VAR.

Somente depois disso o impedimento semiautomático será utilizado para confirmar ou corrigir a decisão tomada em campo.

Outra promessa é reduzir o tempo necessário para a análise dos impedimentos. De acordo com a empresa responsável pelo sistema, a animação que demonstra a posição dos jogadores deverá ficar pronta poucos segundos após a revisão do lance, acelerando o processo de validação das decisões da arbitragem.

Durante a Copa do Mundo, a exibição dessas imagens para o público costumava ocorrer apenas alguns minutos depois da jogada. Segundo a Hawk-Eye, esse intervalo estava relacionado ao processo de transmissão televisiva, e não ao funcionamento da tecnologia.

Objetivo é eliminar dúvidas nas marcações

A tecnologia chega ao Brasileirão com a promessa de tornar as decisões de impedimento mais precisas e reduzir a margem de erro nas análises da posição dos jogadores.

O sistema permite reconstruir digitalmente os lances com alto nível de detalhamento, identificando situações de impedimento com uma margem extremamente reduzida e oferecendo mais segurança para a arbitragem em jogadas ajustadas.

Com a novidade, o Campeonato Brasileiro passa a utilizar uma das tecnologias mais modernas disponíveis na arbitragem do futebol, já adotada em outras competições internacionais e ligas como a Premier League, além dos campeonatos do México e da Bélgica.

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