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Como o VAR e o impedimento semiautomático podem mudar a Copa do Mundo?

Avanço tecnológico tem impactado diretamente o futebol e a Copa do Mundo de 2026 tem tudo para ser a mais inovadora da história

Tecnologia no esporte: utilização do VAR se tornou fundamental em todos os jogos de futebol (Freepik IA /Exame)

Tecnologia no esporte: utilização do VAR se tornou fundamental em todos os jogos de futebol (Freepik IA /Exame)

Gabriella Brizotti
Gabriella Brizotti

Colaboradora

Publicado em 14 de abril de 2026 às 13h45.

A tecnologia chegou para somar no futebol moderno. Com o avanço do esporte, ficaram cada vez mais necessárias ferramentas tecnológicas para ajudar dentro de campo. VAR, impedimento semiautomático, dentre outras tantas, já fazem parte do dia a dia.

Em torneios como a Copa do Mundo, decisões milimétricas podem definir classificações e títulos — e é nesse cenário que ferramentas como o VAR e o impedimento semiautomático ganham ainda mais relevância.

VAR: mais justiça, menos margem para erro

O árbitro de vídeo, conhecido como VAR, foi implementado oficialmente pela Fifa na Copa do Mundo de 2018, na Rússia, com o objetivo de reduzir erros claros e evidentes. Desde então, passou a revisar lances decisivos, como gols, pênaltis, cartões vermelhos e possíveis erros de arbitragem.

Em um período anterior à sua implementação, diversos erros que influenciaram diretamente resultados acabaram marcando a história do futebol. Casos emblemáticos incluem o gol de mão de Diego Maradona na Copa de 1986, contra a Inglaterra, e o gol não validado de Frank Lampard no Mundial de 2010.

Antes de sua utilização em larga escala, a tecnologia já vinha sendo testada em competições de menor expressão. Atualmente, tornou-se uma ferramenta essencial para aumentar a precisão das decisões e contribuir para resultados mais justos dentro de campo.

Apesar dos avanços, o recurso ainda enfrenta críticas. A principal delas diz respeito à subjetividade em determinadas decisões e ao tempo de revisão, que pode interromper o ritmo da partida. Ainda assim, o VAR já se consolidou como peça-chave para minimizar injustiças em jogos de alto nível.

Impedimento semiautomático: precisão em segundos

Além do VAR, outra tecnologia que passou a ser fundamental no futebol é o impedimento semiautomático. Utilizado pela primeira vez em uma Copa do Mundo no Catar, em 2022, o sistema combina inteligência artificial, sensores na bola e múltiplas câmeras para rastrear a posição dos jogadores em tempo real.

Na prática, a tecnologia permite identificar impedimentos com maior rapidez e precisão, reduzindo a margem de erro em lances ajustados. A expectativa é que, nas próximas edições da Copa, o sistema esteja ainda mais integrado ao VAR, tornando as decisões quase instantâneas.

Outra novidade está na criação de avatares 3D dos jogadores que disputarão o torneio. Utilizando inteligência artificial, a tecnologia será usada em lances de impedimento, com revisão do VAR. No jogo entre Flamengo x Pyramids, pela Copa Intercontinental, a novidade já havia sido testada.

Impacto direto no jogo e no comportamento das equipes

Com decisões mais rápidas e precisas, jogadores e comissões técnicas tendem a se adaptar a um ambiente de menor tolerância para erros. Movimentos ofensivos, linhas defensivas e até comemorações passam a ser influenciados pela presença constante da tecnologia.

Para o torcedor, o ganho está na transparência e na sensação de justiça. Por outro lado, a interrupção de jogadas e a revisão de lances seguem como pontos sensíveis, especialmente em momentos decisivos.

A crescente presença da tecnologia também levanta questionamentos sobre os limites de sua aplicação. Decisões por diferenças de centímetros, por exemplo, dividem opiniões sobre o real impacto no jogo.

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