Dunga: capitão levantou a taça da Copa do Mundo de 1994 (Mike Hewitt / Equipe/Getty Images)
Repórter
Publicado em 7 de maio de 2026 às 04h03.
Última atualização em 7 de maio de 2026 às 11h13.
Às vésperas da Copa do Mundo de 2026, no dia 7 de junho, a Netflix vai lançar o documentário “Tetra: Acreditar de Novo”, que revisita os bastidores da conquista da Copa do Mundo de 1994 pela Seleção Brasileira.
A produção reconstrói a trajetória do Brasil rumo ao tetracampeonato nos Estados Unidos, 24 anos após o tricampeonato de 1970. O filme reúne depoimentos inéditos de jogadores, integrantes da comissão técnica e até adversários que enfrentaram a seleção brasileira naquele Mundial.
O documentário mostra desde o ambiente de pressão após a eliminação na Copa de 1990 até a campanha marcada pela liderança de Dunga e pelos gols de Romário e Bebeto.
Um dos principais diferenciais da produção são as imagens de bastidores gravadas pelos próprios atletas durante a Copa. O ex-goleiro Gilmar Rinaldi registrou treinos, vestiários e momentos de convivência do elenco em fitas cassete, enquanto Jorginho acumulou mais de seis horas de gravações do cotidiano da equipe.
Além dos brasileiros, o longa também traz depoimentos de nomes da seleção italiana, como Gianluca Pagliuca e Demetrio Albertini, além de jogadores de Camarões, Suécia e Estados Unidos.
Dirigido por Luis Ara, o documentário também estabelece paralelos entre a geração de 1994 e a atual seleção brasileira, que chega à próxima Copa do Mundo após um longo período sem conquistar o torneio.
Segundo o diretor, as semelhanças entre a seleção de 1994 e a atual geração brasileira — como o longo período sem títulos e o fato de a Copa voltar a ser disputada nos Estados Unidos — tiveram peso na construção do documentário.
Ao Estadão, Ara afirmou que o principal interesse da produção foi entender como uma equipe desacreditada conseguiu superar as críticas e conquistar o tetracampeonato mundial.
O filme ainda relembra episódios marcantes daquela campanha, como a comemoração de Bebeto embalada pelo nascimento do filho e a entrada dos jogadores em campo de mãos dadas antes da final contra a Itália.