Jogadores da Itália lamentam derrota para a Bósnia-Herzegovina (Claudio Villa - FIGC/FIGC via Getty Images)
Repórter
Publicado em 23 de abril de 2026 às 17h56.
Após reportagem do Financial Times revelar que um aliado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, levou à Fifa uma proposta para retirar o Irã da Copa do Mundo e incluir a Itália em seu lugar, autoridades do governo italiano reagiram de forma crítica à iniciativa.
Nesta quinta-feira, o ministro da Economia da Itália, Giancarlo Giorgetti, classificou a ideia como inadequada. “Li a notícia e ela me parece vergonhosa. Me daria vergonha”, afirmou o ministro, ao comentar a matéria publicada pelo jornal britânico.
O ministro do Esporte, Andrea Abodi, também se posicionou contra a proposta e descartou qualquer possibilidade de articulação política para recolocar a seleção italiana no torneio. “Não é oportuno. A classificação se conquista em campo”, declarou.
O presidente do Comitê Olímpico Italiano (Coni), Luciano Buonfiglio, adotou um tom ainda mais duro ao comentar o assunto. “Primeiro, não creio que isso seja possível. Segundo, eu me sentiria ofendido. É preciso ir por merecimento”, afirmou.
A Itália está fora de sua terceira Copa do Mundo consecutiva após ser eliminada pela Bósnia e Herzegovina nas repescagens europeias. O futebol do país passa por um momento de instabilidade, marcado por uma crise política interna, renúncias de dirigentes de alto escalão e a indefinição quanto ao comando técnico da seleção.