Kaká: jogador era o principal nome do Brasil na Copa de 2010 ( (Photo by Eric Verhoeven/Soccrates/Getty Images))
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Publicado em 28 de abril de 2026 às 11h33.
Ao longo das últimas décadas, a seleção brasileira chegou às Copas do Mundo sempre acompanhada de um protagonista. Em cada edição, havia um nome tratado como esperança nacional, referência técnica e símbolo da geração. Alguns corresponderam com títulos e atuações históricas, outros carregaram o peso da expectativa em campanhas frustradas.
Entre 1994 e 2022, o Brasil atravessou transformações táticas, mudanças de perfil e diferentes momentos no cenário mundial. Ainda assim, manteve a tradição de desembarcar no torneio com ao menos um craque capaz de centralizar atenções.
Depois de 24 anos sem título mundial, o Brasil chegou aos Estados Unidos apostando em Romário.
Decisivo, provocador e letal na área, o atacante foi o grande nome da campanha do tetra e resolveu nos momentos mais importantes, comandado por Carlos Alberto Parreira.
Com apenas 21 anos, Ronaldo já era um fenômeno mundial. O atacante chegou à Copa da França como principal estrela do torneio e símbolo da seleção brasileira. O Brasil foi até a final, mas acabou derrotado pelos donos da casa.
O episódio da convulsão envolvendo o jogador antes do duelo decisivo também chamou a atenção.
A Copa da Coreia do Sul e do Japão reuniu dois protagonistas de alto nível.
Rivaldo foi o cérebro ofensivo da equipe, enquanto Ronaldo protagonizou sua redenção após grave lesão e brilhou com oito gols. A dupla liderou o penta em uma das campanhas mais consistentes da história da seleção.
Ronaldo Fenômeno na Copa de 2002 (Claudio Villa/Getty Images)
Eleito melhor do mundo e no auge técnico, Ronaldinho Gaúcho era a grande esperança brasileira na Alemanha.
Cercado por estrelas como Kaká, Ronaldo e Adriano, representava o talento máximo daquele elenco. O desempenho coletivo, porém, ficou abaixo do esperado, e o Brasil caiu nas quartas para a França.
Mesmo convivendo com problemas físicos, Kaká chegou à África do Sul como principal referência técnica.
Campeão da Champions e Bola de Ouro anos antes, ainda carregava status internacional elevado. O time de Dunga tinha solidez, mas a eliminação para a Holanda interrompeu o sonho do hexa.
Jogando em casa e com apenas 22 anos, Neymar assumiu a responsabilidade de liderar uma seleção em reconstrução.
Era o rosto comercial e técnico do Brasil naquele Mundial. A lesão nas quartas de final contra a Colômbia mudou o rumo da campanha, encerrada no traumático 7 a 1 diante da Alemanha.
Recuperado de cirurgia no pé meses antes da Copa da Rússia, Neymar voltou a ser o centro do projeto brasileiro.
Mais maduro e já consolidado entre os principais jogadores do mundo, carregava enorme expectativa. O Brasil caiu nas quartas de final para a Bélgica.
No Catar, Neymar ainda era a principal estrela, mas já dividia o protagonismo com uma nova geração. Vinicius Júnior, após temporada de destaque no Real Madrid, chegou como peça decisiva no ataque.
A eliminação para a Croácia, nos pênaltis, adiou novamente o título mundial.
Pela primeira vez em muitos anos, o Brasil se aproxima de uma Copa sem um protagonista tão óbvio.
Nomes como Vinicius Júnior, Raphinha e até mesmo Endrick surgem como candidatos a assumir esse posto. A próxima edição pode marcar a transição de uma era centrada em um único craque para uma seleção de protagonismo mais dividido.