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Como funciona a bola inteligente da Copa? Tecnologia ajudou VAR a anular gol da Croácia

Sensor instalado dentro da bola registra o momento exato do toque e trabalha em conjunto com as câmeras de rastreamento dos jogadores

Croácia: equipe esteve próxima do empate, mas parou na tecnologia ( (Foto: Kamil Krzaczynski / AFP))

Croácia: equipe esteve próxima do empate, mas parou na tecnologia ( (Foto: Kamil Krzaczynski / AFP))

Gabriella Brizotti
Gabriella Brizotti

Colaboradora

Publicado em 3 de julho de 2026 às 10h11.

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A Croácia perdeu para Portugal por 2 a 1 na última quinta-feira, 2, e se despediu da Copa do Mundo de 2026. A seleção comandada por Luka Modric esteve muito perto de levar a decisão contra Portugal para a prorrogação, mas viu a reação parar na tecnologia.

A seleção balcânica chegou a balançar as redes nos minutos finais e empatar a partida em 2 a 2. No entanto, após revisão do VAR com auxílio da bola inteligente, o gol foi anulado, selando a classificação portuguesa.

A anulação do gol por impedimento chamou atenção dos torcedores, já que a decisão não foi baseada apenas nas imagens exibidas pelo VAR. Por trás da revisão do lance, entrou em ação uma tecnologia cada vez mais presente no futebol: a bola inteligente, capaz de indicar com precisão o instante exato em que ocorre um toque.

O equipamento foi utilizado para fornecer uma informação objetiva à equipe de arbitragem, que cruzou os dados com o sistema de monitoramento dos jogadores antes de confirmar a decisão em campo.

Como funciona a bola inteligente?

O sistema de impedimento semiautomático combina diferentes tecnologias para identificar com maior precisão os lances de impedimento. 

No interior da bola há uma unidade de medição inercial (IMU, na sigla em inglês), um sensor que registra movimentos em alta frequência. O dispositivo coleta dados cerca de 500 vezes por segundo, permitindo identificar o momento exato em que um jogador faz contato com a bola.

Paralelamente, 12 câmeras instaladas ao redor do estádio acompanham a movimentação dos atletas durante toda a partida. O sistema monitora 29 pontos do corpo de cada jogador até 50 vezes por segundo, determinando sua posição com alta precisão.

Sempre que há um toque, o sensor detecta uma alteração instantânea nos dados gerados, funcionando como uma espécie de "assinatura digital" daquele contato. Essa precisão reduz dúvidas sobre o instante da jogada, fator decisivo em análises de impedimento e outros lances ajustados.

Em seguida, as informações coletadas pelas câmeras são cruzadas com os dados enviados pelo sensor da bola. Caso seja detectado um possível impedimento, o sistema gera um alerta automático para a equipe do VAR, que analisa o lance antes da decisão final da arbitragem.

Com a união dessas tecnologias, os árbitros conseguem comparar o exato momento do toque na bola com o posicionamento dos atletas em campo. O cruzamento dos dados oferece uma análise mais precisa do que seria possível apenas com as imagens de vídeo.

Tecnologia foi decisiva no lance

Foi justamente esse conjunto de recursos que auxiliou a arbitragem na revisão do gol da Croácia. Ao identificar com exatidão o instante do toque na bola e relacioná-lo à posição dos jogadores, o sistema forneceu elementos técnicos para respaldar a decisão tomada pelo VAR.

A tecnologia da bola inteligente vem sendo utilizada em grandes competições internacionais justamente para aumentar a precisão das revisões, reduzindo margens de interpretação em lances considerados decisivos.

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