Inteligência Artificial

Patrocinado por:

logo-totvs-preto

IA em campo: como a FIFA incorporou a inteligência artificial na Copa do Mundo 2026

De impedimentos quase instantâneos a bolas equipadas com sensores e estádios inteligentes, a Copa do Mundo de 2026 se tornou um dos maiores testes de inteligência artificial já realizados no esporte

Sensores, câmeras e inteligência artificial transformam a Copa do Mundo de 2026 em um dos eventos esportivos mais tecnológicos da história (Imagem gerada por IA/Exame)

Sensores, câmeras e inteligência artificial transformam a Copa do Mundo de 2026 em um dos eventos esportivos mais tecnológicos da história (Imagem gerada por IA/Exame)

Publicado em 19 de junho de 2026 às 08h15.

Priorizar nos meus resultados Google

A Copa do Mundo de 2026 não será lembrada apenas pelo número recorde de seleções participantes ou pela realização conjunta entre Estados Unidos, Canadá e México.

Pela primeira vez, a inteligência artificial estará presente em praticamente todos os momentos do torneio, da arbitragem às transmissões televisivas, transformando o futebol em um ambiente altamente conectado e orientado por dados.

O objetivo da FIFA é claro: reduzir erros humanos, acelerar decisões e melhorar a experiência de atletas, árbitros e torcedores.

Para isso, a entidade implementou uma infraestrutura tecnológica que combina sensores, câmeras de alta velocidade, algoritmos de visão computacional e processamento em tempo real.

Aprenda IA do zero com EXAME + Saint Paul: pré-MBA online (4 aulas) por R$37. Ideal pra quem quer começar e não sabe como. Matrículas abertas.

O fim das longas esperas do VAR

Uma das principais reclamações dos torcedores desde a introdução do árbitro de vídeo era o tempo gasto para analisar lances duvidosos.

Na Copa de 2026, a FIFA aposta na evolução do sistema de impedimento semiautomático para reduzir drasticamente esse problema.

O funcionamento depende de uma rede de até 22 câmeras instaladas nos estádios. Elas monitoram 29 pontos do corpo de cada jogador cerca de 50 vezes por segundo. Ao mesmo tempo, um chip instalado dentro da bola envia informações 500 vezes por segundo para antenas espalhadas pelo estádio.

A combinação desses dados permite que algoritmos identifiquem o momento exato do passe e a posição dos atletas com precisão milimétrica.

O resultado é uma análise muito mais rápida, reduzindo decisões que antes levavam minutos para menos de 15 segundos.

A bola também virou uma fonte de dados

A tecnologia embarcada na bola é outro dos avanços mais importantes da competição.

Além de registrar o instante preciso em que ocorre um chute, o sensor consegue detectar desvios quase imperceptíveis e toques mínimos na trajetória da bola.

Isso ajuda a esclarecer lances de mão, escanteios e disputas em que a olho nu seria praticamente impossível identificar o último toque.

Na prática, a bola deixa de ser apenas um equipamento esportivo e passa a funcionar como um dispositivo conectado, transmitindo informações continuamente para os sistemas de arbitragem.

Quer entender IA na prática? EXAME + Saint Paul criaram um pré-MBA com 4 aulas online por R$37. Comece do zero e dê o primeiro passo agora.

Estádios inteligentes contra o calor

Organizar uma Copa em três países diferentes representa um desafio climático considerável. Enquanto algumas cidades enfrentarão temperaturas elevadas durante o verão norte-americano, outras possuem características geográficas específicas, como a altitude da Cidade do México.

Para lidar com essas diferenças, diversos estádios receberam sistemas inteligentes de monitoramento ambiental. Sensores analisam temperatura, umidade e circulação do ar em tempo real.

Com apoio de inteligência artificial, os sistemas ajustam automaticamente a ventilação e a distribuição de ar fresco próximos ao gramado, buscando minimizar os efeitos do calor extremo sobre os atletas.

Monitoramento físico em tempo real

Outra novidade envolve o acompanhamento biométrico dos jogadores.

Coletes inteligentes conectados a redes privadas de alta velocidade permitem que equipes médicas acompanhem indicadores físicos durante treinamentos e atividades autorizadas.

O objetivo é detectar sinais de fadiga excessiva ou possíveis riscos à saúde com maior rapidez.

Segundo a FIFA, os dados são criptografados e acessíveis apenas às equipes médicas e técnicas das seleções, permanecendo isolados das transmissões e do público.

Todo mundo fala de IA — poucos sabem por onde começar. O pré-MBA EXAME + Saint Paul ensina em 4 aulas, online, por R$37. Comece hoje. Vagas abertas.

Replays criados por inteligência artificial

A experiência dos torcedores também será impactada.

A FIFA está utilizando sistemas de reconstrução tridimensional que permitem gerar replays virtuais a partir de praticamente qualquer ângulo do campo.

Em vez de depender exclusivamente das câmeras posicionadas no estádio, a tecnologia recria digitalmente as jogadas usando inteligência artificial e modelagem volumétrica.

O resultado são imagens mais detalhadas para transmissões, análises táticas e explicações de decisões da arbitragem.

A decisão continua humana

Apesar do protagonismo da tecnologia, a FIFA faz questão de destacar que a inteligência artificial não substitui os árbitros.

Os sistemas atuam como ferramentas de apoio, processando grandes volumes de dados em questão de milissegundos e enviando alertas para a equipe de arbitragem.

A palavra final, no entanto, continua sendo do árbitro em campo.

Acompanhe tudo sobre:Branded MarketingBranded Marketing IA

Mais de Inteligência Artificial

'Profissional mais afetado pela IA será aquele com diploma que pensava estar seguro', diz CEO

4 coisas que importam mais no currículo do que a faculdade que você frequenta, segundo recrutadora

ChatGPT obediente: a técnica número 1 de um engenheiro de IA para resultados perfeitos

Saint Paul e EXAME oferecem treinamento para aplicar inteligência artificial nos negócios