Messi: aos 39 anos o jogador é um dos destaques da Copa do Mundo (ROBERTO SCHMIDT / FRANCK FIFE / AFP / Fundo: Imagem gerada por IA / EXAME)
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Publicado em 11 de julho de 2026 às 07h38.
Lionel Messi e Kylian Mbappé seguem vivos na Copa do Mundo de 2026 e continuam alimentando a possibilidade de repetir a final de 2022. Se o destino confirmar o encontro, será mais um capítulo de uma rivalidade que, curiosamente, tem produzido números parecidos, mas caminhos completamente distintos.
Os dois dividem a artilharia do torneio com oito gols e frequentemente parecem responder um ao outro. Quando um marca, o outro aparece logo em seguida.
Até mesmo os erros se repetem: ambos desperdiçaram cobranças de pênalti durante o mata-mata, algo raro para dois dos maiores jogadores da atualidade. A semelhança, porém, termina nos números.
A campanha argentina foi marcada por partidas dramáticas desde o início do mata-mata. Contra Cabo Verde, a equipe precisou da prorrogação para avançar, depois de sofrer o empate já no tempo extra. A classificação veio apenas graças a um gol contra de Diney Borges, em um jogo que expôs dificuldades inesperadas da atual campeã mundial.
Nas oitavas de final, diante do Egito, o roteiro foi ainda mais intenso. A Argentina esteve perdendo por 2 a 0, viu Messi desperdiçar um pênalti e parecia perto da eliminação. Mesmo assim, reagiu nos minutos finais.
Messi iniciou a reação ao cruzar para Cristian Romero diminuir a vantagem egípcia. Pouco depois, marcou um belo gol de empate acertando o travessão antes de a bola entrar. Já nos acréscimos, Enzo Fernández decretou a virada por 3 a 2, levando o camisa 10 às lágrimas novamente.
O torneio do argentino tem sido marcado por atuações decisivas, mas também por momentos de enorme desgaste emocional. Fora de campo, Messi também vive dias delicados. Durante a competição, revelou atravessar um período difícil por questões familiares, já que seu pai, Jorge Messi, enfrenta problemas de saúde e segue sob acompanhamento médico.
Enquanto a Argentina precisou sobreviver a grandes sustos, a França construiu uma campanha muito mais confortável.
Os franceses ainda não precisaram disputar uma prorrogação no mata-mata e também não sofreram gols nas fases eliminatórias. A equipe de Didier Deschamps controla os jogos com mais facilidade e conta com diversas alternativas ofensivas além de Mbappé.
Contra Marrocos, nas quartas de final, o atacante também desperdiçou um pênalti diante de Yassine Bounou, mas isso pouco abalou a seleção francesa. Pouco depois, ele marcou um belo gol em finalização colocada e chegou ao seu oitavo gol nesta Copa.
Deschamps destacou que o erro na cobrança nunca abalou a confiança do elenco.
No fim da partida, Mbappé ainda preocupou os torcedores ao pedir substituição após sentir o tornozelo, mas a situação foi tratada apenas como precaução. As comemorações após o apito final indicaram que o problema não deve impedir sua sequência no torneio.
As trajetórias mostram que Messi e Mbappé chegaram ao mesmo estágio da Copa por caminhos opostos.
O argentino tem sido obrigado a decidir partidas em cenários de pressão máxima, conduzindo uma equipe que frequentemente precisa buscar resultados improváveis. Já Mbappé atua em uma França mais equilibrada, cercado por um elenco capaz de dividir responsabilidades ofensivas e controlar melhor as partidas.
Ainda assim, os dois seguem produzindo números impressionantes. Além da artilharia compartilhada, Mbappé alcançou a marca de 20 gols em Copas do Mundo mesmo tendo disputado muito menos edições que Messi, reforçando sua posição entre os maiores goleadores da história da competição.
Agora, separados por lados diferentes da chave, ambos continuam perseguindo exatamente o mesmo objetivo: conquistar o segundo título mundial da carreira. Se confirmarem o favoritismo nas semifinais, o futebol poderá assistir novamente ao encontro entre os dois maiores protagonistas de sua geração, desta vez em mais uma decisão de Copa do Mundo.