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Governo prevê avanço do El Niño e maior risco de queimadas entre agosto e outubro

Amazonas, Pará, Tocantins, Maranhão e Mato Grosso estão entre os estados com maior probabilidade de ocorrência de fogo nos próximos meses

El Niño: fenômeno mais intenso pode reduzir chuvas e ampliar risco de fogo na Amazônia (Ueslei Marcelino/Reuters)

El Niño: fenômeno mais intenso pode reduzir chuvas e ampliar risco de fogo na Amazônia (Ueslei Marcelino/Reuters)

Letícia Ozório
Letícia Ozório

Repórter de ESG

Publicado em 19 de julho de 2026 às 09h00.

As projeções climáticas mais recentes do governo federal indicam que o fenômeno El Niño deverá ganhar intensidade nos próximos meses, aumentando o risco de incêndios florestais em diferentes regiões do país.

Segundo avaliação apresentada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), há alta probabilidade de o fenômeno atingir intensidade forte ou muito forte entre agosto e dezembro.

O cenário foi apresentado durante a quinta reunião técnica de monitoramento climático realizada pelo ministério, que reúne instituições federais e centros de pesquisa para acompanhar a evolução das condições meteorológicas e orientar o planejamento das ações de prevenção e combate aos incêndios florestais.

El Niño ameaça repetir isolamento de comunidades ribeirinhas da Amazônia

De acordo com as projeções, o El Niño deverá reduzir o volume de chuvas em parte das regiões Norte e Centro-Oeste, enquanto a região Sul tende a registrar precipitações acima da média. As temperaturas também devem permanecer acima da média em grande parte do território nacional entre agosto e outubro.

As análises apresentadas pelos especialistas confirmam o cenário projetado na reunião anterior e apontam que os efeitos do fenômeno deverão influenciar o regime de chuvas e as temperaturas ao longo do segundo semestre.

Risco de queimadas

O aumento das temperaturas e a redução das chuvas elevam a probabilidade de incêndios florestais entre agosto e outubro, segundo as instituições participantes do monitoramento.

As áreas com maior risco concentram-se nos estados do Amazonas, Pará, Tocantins, Maranhão e Mato Grosso, abrangendo principalmente a Amazônia e parte do Brasil Central, incluindo áreas do Cerrado e da Caatinga.

As projeções foram apresentadas por técnicos do Instituto Nacional de Meteorologia, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais e do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Monitoramento

O ciclo de reuniões técnicas foi iniciado em janeiro e tem como objetivo acompanhar a evolução das condições climáticas ao longo do ano, produzindo informações que subsidiam o planejamento das ações de prevenção e combate aos incêndios florestais.

Além do Ministério do Meio Ambiente, participam das reuniões representantes da Casa Civil, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), de órgãos estaduais e federais, instituições de pesquisa, organizações da sociedade civil e do Comitê Nacional de Manejo Integrado do Fogo.

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