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Superávit comercial do Brasil atinge US$ 7,4 bilhões em agosto e acumula alta de 28,2% no ano

O desempenho foi impulsionado pelo avanço nas vendas de petróleo, soja e cobre, enquanto o comércio com a União Europeia registrou salto de 46,4%

No acumulado de janeiro a agosto de 2026, a balança comercial acumula um superávit de US$ 55,32 bilhões, alta de 28,2% frente a igual período de 2025 (Amanda Perobelli/Reuters)

No acumulado de janeiro a agosto de 2026, a balança comercial acumula um superávit de US$ 55,32 bilhões, alta de 28,2% frente a igual período de 2025 (Amanda Perobelli/Reuters)

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Publicado em 10 de setembro de 2026 às 21h15.

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A balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 7,4 bilhões em agosto de 2026, o que representa um crescimento de 23,8% em comparação com o mesmo mês do ano anterior. O resultado, divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), configura o terceiro maior saldo positivo para meses de agosto na série histórica, ficando atrás apenas dos recordes de 2023 e 2021.

No oitavo mês do ano, as exportações brasileiras totalizaram US$ 33,16 bilhões, registrando uma alta de 12,2%. As importações também avançaram, somando US$ 25,76 bilhões, uma expansão de 9,2%. Com isso, a corrente de comércio (a soma de todas as exportações e importações) alcançou o recorde de US$ 58,92 bilhões para o período.

O impulso nas vendas externas veio principalmente da indústria extrativa, que cresceu 16,4% (atingindo US$ 8,35 bilhões), seguida pela agropecuária, com alta de 11,4% (US$ 7,39 bilhões), e pela indústria de transformação, que avançou 10,2% (US$ 17,17 bilhões). 

Entre os produtos que mais se destacaram no mês estão os óleos brutos de petróleo, a soja, o café não torrado e os minérios de cobre e níquel. Por outro lado, a carne bovina recuou 19,7%, pressionada pelo atingimento da cota de exportação estabelecida pela China no final do ano passado.

Impacto europeu e cenário com parceiros comerciais

No cenário dos parceiros comerciais, a União Europeia se destacou com um salto de 46,4% nas compras de produtos brasileiros, totalizando US$ 5,82 bilhões, desempenho que, segundo o MDIC, já reflete os primeiros reflexos práticos do acordo comercial entre o Mercosul e o bloco europeu. 

Em contrapartida, as exportações para a China recuaram 10,9% (US$ 8,34 bilhões) e para a Argentina caíram 9,6% (US$ 1,48 bilhão). Com os Estados Unidos, o Brasil registrou um déficit comercial de US$ 824 milhões em agosto, em meio às recentes sobretaxas impostas pelo governo norte-americano, embora as exportações brasileiras para o mercado americano tenham subido 12,1%.

No acumulado de janeiro a agosto de 2026, a balança comercial acumula um superávit de US$ 55,32 bilhões, alta de 28,2% frente a igual período de 2025. O montante é o segundo maior para o período desde o início da série histórica, em 1989. Diante do ritmo forte da atividade externa, o governo revisou recentemente sua projeção oficial de superávit para o fechamento de 2026 de US$ 72,1 bilhões para US$ 90 bilhões, mantendo-se mais otimista que as estimativas do mercado financeiro consolidadas no boletim Focus.

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