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25 anos depois: Atentado às torres gêmeas mudou a política imigratória dos EUA para sempre

Governo dificultou a entrada e saída de estrangeiros, além de aumentar o policiamento nas fronteiras

Agência nacional precisou ser redesenhada e ganhou força internamente (AFP/AFP)

Agência nacional precisou ser redesenhada e ganhou força internamente (AFP/AFP)

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Publicado em 8 de setembro de 2026 às 20h03.

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No dia 11 de setembro de 2001, o mundo parou diante de um dos maiores ataques terroristas da história. Dois aviões comerciais foram sequestrados e desviados para atingir os prédios do World Trade Center, na cidade de Nova York, nos Estados Unidos.

Outras duas aeronaves foram sequestradas — uma atingiu o Pentágono (sede do Departamento de Defesa dos EUA, em Washington D.C) e a outra caiu em um campo desabitado na Pensilvânia. Naquela tarde, 2.996 pessoas morreram, incluindo os 17 terroristas. 

Segundo o governo do país, todos eles eram estrangeiros que tinham conseguido maneiras para entrar no país de forma legal, por meio de viagem. Devido a isso, as políticas de controle de fronteiras passaram a ser tratadas como assunto de segurança nacional.

“Os eventos de 2001 deram nova urgência à missão do Serviço de Imigração e Naturalização dos Estados Unidos (INS) e iniciaram outra mudança na política de imigração dos Estados Unidos. A ênfase da aplicação da lei de imigração americana passou a ser a segurança das fronteiras e a remoção de estrangeiros criminosos para proteger a nação de ataques terroristas”, explica o Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos (USCIS) em seu site oficial.

A tragédia também culminou na Lei de Segurança Interna, apresentada pelo Congresso norte-americano no ano seguinte. Com ela, o setor responsável por gerenciar a entrada e saída de imigrantes — o INS, foi dissolvido, dando lugar a três forças operacionais distintas.

Sob o guarda-chuva do recém-formado Departamento de Segurança Interna do Governo, criaram-se a Agência de Imigração (ICE), o Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos (USCIS) e a Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP).

De acordo com a lei norte-americana, a CBP impede a entrada de drogas, armas e terroristas no país, o ICE aplica as leis criminais e civis que regem o controle de fronteiras, alfândega, comércio e imigração. Enquanto o USCIS supervisiona a imigração legal para os Estados Unidos e a naturalização de novos cidadãos.

“O atentado mudou totalmente a lógica de controle migratório nos Estados Unidos. Antes, os estrangeiros eram vistos como mão de obra necessária, principalmente naquele período em que a globalização vivia seu auge. Com o ataque, os EUA passam a  entender a migração à lógica de securitização, ou seja, ela passou a ser vista como uma questão de ameaça à segurança nacional”, explicou à Esfera Brasil Vinicius Rodrigues Vieira, professor da Faculdade Getúlio Vargas (FGV) e da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP).

De acordo com ele, a mudança abriu brechas para o aumento da taxa de deportação e ampliou a opressão social contra estrangeiros.

“Antes do Donald Trump assumir a Presidência, o posto de ‘maior deportador’ era de Barack Obama. Ou seja, foi algo que não estava preso a determinado lado do espectro político. Se tornou uma visão nacional”, concluiu ele.

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