Ciência

Como fotografar a chuva de meteoros de julho com o celular

Pico das chuvas Alfa Capricornídeas e Delta Aquáridas ocorre no fim do mês; confira ajustes simples de câmera para registrar os rastros no céu

Meteoro: Ajustes simples no smartphone permitem registrar os rastros luminosos no céu de julho. (Imagem gerada por IA/Exame)

Meteoro: Ajustes simples no smartphone permitem registrar os rastros luminosos no céu de julho. (Imagem gerada por IA/Exame)

Publicado em 30 de julho de 2026 às 06h02.

A chuva de meteoros que atinge o pico no fim de julho pode render imagens impressionantes, e não é preciso ter uma câmera profissional para registrá-las.

Com alguns ajustes na câmera do celular, um local adequado e um pouco de paciência, é possível fotografar os rastros de luz que cruzam o céu durante o fenômeno.

O pico das chuvas Alfa Capricornídeas e Delta Aquáridas do Sul ocorre entre as noites de 30 e 31 de julho.

Apesar da interferência da Lua quase cheia, os meteoros mais brilhantes, como os bólidos, ainda poderão ser vistos e fotografados.

Como fotografar a chuva de meteoros com o celular

O primeiro passo é escolher um local escuro, longe da iluminação das cidades. Áreas rurais, praias e sítios costumam oferecer melhores condições de observação. Também é importante verificar a previsão do tempo, já que a presença de nuvens pode impedir tanto a visualização quanto o registro do fenômeno.

Outro ponto essencial é manter o celular completamente estável. O ideal é utilizar um tripé, mas também é possível apoiar o aparelho em uma superfície firme para evitar tremores durante a captura.

Se o smartphone oferecer modo manual ou "Pro", vale utilizá-lo para controlar os principais parâmetros da câmera. O tempo de exposição deve ser ajustado para o máximo permitido pelo aparelho, normalmente entre 15 e 30 segundos, aumentando as chances de registrar o rastro de um meteoro.

O foco também deve ser configurado manualmente para o infinito. Caso as estrelas apareçam desfocadas, pequenos ajustes podem melhorar a nitidez da imagem.

Para evitar que o simples toque na tela provoque tremores, recomenda-se ativar o temporizador da câmera ou utilizar um disparador remoto.

Se o aparelho permitir fotografar automaticamente em sequência, com imagens a cada 20 ou 30 segundos, as chances de capturar um meteoro aumentam significativamente.

Para onde apontar a câmera?

Cada chuva de meteoros possui um ponto no céu conhecido como radiante, de onde os rastros parecem surgir. Direcionar a câmera para essa região aumenta a probabilidade de registrar trilhas mais longas e chamativas.

No caso das Alfa Capricornídeas, o radiante está próximo da constelação de Capricórnio. Já o das Delta Aquáridas do Sul fica na região da constelação de Aquário.

A fase da Lua também merece atenção. Como o pico do fenômeno ocorre logo após a Lua Cheia de julho, seu brilho pode dificultar o registro dos meteoros mais fracos. Sempre que possível, procure enquadramentos em que a Lua fique escondida por árvores, construções ou elevações do terreno para reduzir sua interferência nas fotos.

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