Ciência

Quênia investiga morte de 15 elefantes após suspeita de substância tóxica

Análises em água e possíveis contaminantes ambientais tentam esclarecer o que aconteceu em uma das principais áreas de conservação da espécie

Elefantes: investigações incluem análises ambientais para descobrir a origem das mortes registradas em Amboseli (Freepik)

Elefantes: investigações incluem análises ambientais para descobrir a origem das mortes registradas em Amboseli (Freepik)

Publicado em 1 de agosto de 2026 às 10h15.

Priorizar nos meus resultados Google
Tudo sobreAnimais
Saiba mais

As autoridades do Quênia investigam a morte de 15 elefantes registrada nas últimas semanas no Parque Nacional de Amboseli, uma das principais áreas de conservação da espécie no país.

De acordo com o Guardian, testes preliminares detectaram a presença de uma possível substância tóxica em parte das amostras analisadas, mas a causa das mortes ainda não foi confirmada.

Segundo o Serviço de Vida Selvagem do Quênia (KWS), novas análises laboratoriais e investigações ambientais estão em andamento para esclarecer o que provocou o episódio.

O que se sabe sobre as mortes?

De acordo com o KWS, 10 elefantes apresentaram sinais de paralisia parcial antes de morrerem em um intervalo de dois dias.

Os outros cinco animais já estavam em avançado estado de decomposição ou haviam sido consumidos por animais necrófagos, o que impediu a identificação da causa da morte.

A maioria dos animais mortos era formada por fêmeas e filhotes, com apenas um macho entre os casos registrados. As ocorrências foram concentradas no santuário de Kimana e em áreas do rancho de Kuku, localizadas no entorno do Parque Nacional de Amboseli.

O que indicam os primeiros testes?

Análises realizadas por um laboratório da Universidade de Nairóbi identificaram a presença de uma potencial substância tóxica em amostras coletadas dos elefantes.

No entanto, exames conduzidos por um laboratório do governo queniano não detectaram as toxinas pesquisadas. Diante da divergência, as autoridades informaram que novas análises laboratoriais estão sendo realizadas.

Além dos exames nos animais, equipes investigam possíveis fontes de contaminação no ambiente, incluindo amostras de água e outros potenciais contaminantes presentes nas áreas afetadas.

Autoridades descartam risco imediato para pessoas

O Serviço de Vida Selvagem do Quênia afirmou que, até o momento, não há evidências de que a condição observada nos elefantes possa ser transmitida aos seres humanos.

Segundo o Guardian, o país já registrou casos de elefantes envenenados em decorrência da caça ilegal e de conflitos entre comunidades e animais silvestres, mas as autoridades ainda não relacionaram o episódio atual a nenhuma dessas causas.

Parque abriga cerca de 2 mil elefantes

Localizado no sul do Quênia, próximo à fronteira com a Tanzânia, o Parque Nacional de Amboseli é conhecido por suas paisagens de savana e pela vista do Monte Kilimanjaro.

A área abriga uma das populações de elefantes mais estudadas do mundo, com cerca de 2 mil animais, e é considerada um dos principais destinos de conservação da espécie no continente africano.

Acompanhe tudo sobre:AnimaisQuêniaMortes

Mais de Ciência

Lúpus: como funciona o remédio aprovado pela Anvisa que reduz crises e uso de corticoides

Dia dos professores: os impactos da profissão na saúde mental dos docentes

Mounjaro e Ozempic são associados a envelhecimento mais lento em estudos; entenda o motivo

Câncer do papa Leão XIV: chance de cura pode chegar a 90% em estágio inicial