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O que é um supertufão? Entenda o fenômeno que ameaça países da Ásia

Com ventos de até 290 km/h, o Bavi coloca Taiwan, Japão e China em alerta; entenda o que diferencia um supertufão dos demais ciclones

Supertufão Bavi: imagem de satélite mostra a trajetória do ciclone sobre o Mar das Filipinas (NOAA/Divulgação)

Supertufão Bavi: imagem de satélite mostra a trajetória do ciclone sobre o Mar das Filipinas (NOAA/Divulgação)

Publicado em 10 de julho de 2026 às 15h36.

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O supertufão Bavi colocou diversos países da Ásia em estado de alerta ao atingir ventos de até 290 km/h enquanto avança pelo Oceano Pacífico. Após cruzar Guam e as Ilhas Marianas do Norte, o ciclone segue em direção a Taiwan, às ilhas Ryukyu, no sul do Japão, e à costa da China, podendo provocar ventos destrutivos, chuvas intensas e mar agitado.

A classificação de supertufão é reservada aos ciclones tropicais mais intensos formados no noroeste do Oceano Pacífico. O Bavi recebeu essa denominação após se fortalecer rapidamente sobre águas com temperatura próxima de 30 °C e alcançar a intensidade exigida para esse tipo de fenômeno.

O que é um supertufão?

Um supertufão é um ciclone tropical extremamente intenso que apresenta ventos sustentados de, pelo menos, 240 km/h (130 nós ou cerca de 150 mph). Essa classificação é utilizada pelo Centro Conjunto de Alerta de Tufões (JTWC, na sigla em inglês), órgão ligado às Forças Armadas dos Estados Unidos.

O termo não representa um fenômeno diferente dos demais ciclones tropicais. Ele serve apenas para identificar os tufões mais intensos registrados no Pacífico Noroeste, região onde essas tempestades recebem essa denominação.

Embora tenham nomes distintos, tufões, furacões e ciclones tropicais são o mesmo tipo de sistema meteorológico. A diferença está apenas na região do planeta onde se formam.

Qual é a diferença entre tufão, furacão e ciclone?

Todos esses fenômenos são áreas de baixa pressão que se desenvolvem sobre oceanos quentes e apresentam ventos organizados em torno de um centro, além de chuvas intensas.

A nomenclatura varia conforme a localização:

  • Furacão: Oceano Atlântico Norte, Mar do Caribe e Pacífico Nordeste;
  • Tufão: Pacífico Noroeste, onde estão países como Japão, Filipinas, Taiwan e China;
  • Ciclone tropical: Oceano Índico e Pacífico Sul.
Quando um tufão atinge intensidade excepcional, passa a ser classificado como supertufão.

Como um supertufão se forma?

A formação começa sobre águas oceânicas com temperatura geralmente acima de 26,5 °C, que fornecem calor e umidade para alimentar a tempestade.

À medida que o ar quente sobe, forma-se uma área de baixa pressão que atrai mais ar úmido da superfície. Com a rotação da Terra, os ventos passam a girar em torno do centro do sistema, dando origem à estrutura característica dos ciclones tropicais.

Se o oceano permanecer aquecido e as condições atmosféricas continuarem favoráveis, com pouca variação dos ventos em diferentes altitudes, o ciclone ganha força progressivamente até alcançar intensidade de tufão e, nos casos mais extremos, de supertufão.

No caso do Bavi, a tempestade passou por um processo de rápida intensificação ao atravessar águas próximas de 30 °C, alcançando ventos de até 290 km/h.

Por que os supertufões são tão perigosos?

Além da força dos ventos, esses sistemas costumam provocar diversos impactos simultaneamente. Entre os principais riscos estão:

  • chuvas torrenciais e enchentes;
  • ressaca e elevação do nível do mar;
  • deslizamentos de terra;
  • destruição de edificações e infraestrutura;
  • interrupções no fornecimento de energia e nas comunicações.

Mesmo quando começam a perder intensidade ao encontrar águas mais frias ou áreas continentais, esses ciclones ainda podem provocar chuva intensa, ventos fortes e mar agitado por vários dias.

Quais países podem ser atingidos pelo supertufão Bavi?

Depois de atravessar Guam e as Ilhas Marianas do Norte, o Bavi seguiu pelo Mar das Filipinas em direção ao oeste. Segundo as previsões meteorológicas, o ciclone deve se aproximar de Taiwan, das ilhas Ryukyu, no sul do Japão, e da costa da China, enfraquecendo gradualmente ao longo do deslocamento.

Além da intensidade dos ventos, o sistema chamou atenção por apresentar um olho bem definido, registrado pelo satélite NOAA-20 em uma imagem divulgada pela Nasa durante sua passagem pelo Oceano Pacífico.

Mesmo com a previsão de perda gradual de força, autoridades da região seguem monitorando sua trajetória devido ao risco de danos provocados por ventos intensos, chuvas volumosas, ondas elevadas e inundações costeiras.

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