Gianni Infantino: Países europeus se mostram contra a criação da Fifa Forward Enterprise (FFE) (Mustafa Yalcin/Anadolu/Getty Images)
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Publicado em 29 de julho de 2026 às 22h54.
A possibilidade de um boicote europeu à Copa do Mundo de 2030 ganhou força após a Fifa anunciar um plano para reformular a gestão comercial de suas principais competições.
Segundo a emissora inglesa Sky Sports, associações nacionais ligadas à Uefa discutem uma reação conjunta à proposta da entidade máxima do futebol mundial, que prevê a criação de uma empresa para administrar e comercializar torneios como a Copa do Mundo e a Copa do Mundo de Clubes.
O projeto apresentado pela Fifa prevê a criação da Fifa Forward Enterprise (FFE), uma nova subsidiária que teria controle majoritário da própria entidade. A empresa ficaria responsável por centralizar todas as operações comerciais das principais competições organizadas pela entidade.
A intenção é vender participações minoritárias da FFE a investidores privados, iniciativa que provocou forte resistência entre as federações europeias. Ainda segundo a publicação, as confederações filiadas à Uefa já debatem a possibilidade de boicotar a próxima Copa do Mundo como forma de pressionar a Fifa a desistir do projeto.
Uma reunião virtual entre as associações nacionais está prevista para acontecer ainda nesta semana. O objetivo será definir uma estratégia conjunta para impedir que a entidade avance com a criação da nova empresa e a venda de participações a investidores privados.
A Uefa também se posicionou de forma contrária ao plano da Fifa e publicou uma nota oficial criticando a falta de transparência no processo. Segundo a entidade europeia, a proposta ultrapassa os limites da governança do futebol e coloca em risco a independência das instituições responsáveis pelo esporte.
"Isso cruza uma linha que as instituições governamentais do futebol nunca deveriam cruzar. A Uefa leva isso extremamente a sério. Toda Associação Nacional de Futebol também deveria. Todo stakeholder também: ligas, clubes, jogadores, torcedores, governos e todos que se importam com o futuro do esporte", afirmou.
A nota também questiona a abertura para investidores privados e afirma que o futebol não pode ser tratado como um ativo comercial. "A alma e a governança do futebol não são ativos para negociar — especialmente com zero transparência quanto a quem ganha financeiramente. Nenhum de nós é dono do futebol. Não cabe à Fifa vendê-lo."