Supertufão Bavi: ciclone de categoria 5 atingiu Guam e as Ilhas Marianas do Norte com ventos de até 350 km/h e causou grandes danos. (Yuichi YAMAZAKI / AFP)
Repórter
Publicado em 6 de julho de 2026 às 09h49.
O supertufão Bavi, com intensidade equivalente à de um furacão de categoria 5, atingiu nesta segunda-feira, 6, os territórios americanos de Guam e das Ilhas Marianas do Norte, no Pacífico. O fenômeno provocou ventos de até 350 km/h, chuvas intensas e os primeiros relatos de grandes danos, segundo autoridades locais.
O Serviço Nacional de Meteorologia (NWS) dos Estados Unidos informou que o olho do tufão passou sobre a ilha de Rota, a mais ao sul das Ilhas Marianas do Norte, antes de seguir lentamente em direção ao oeste. Mesmo após a passagem do centro da tempestade, ventos fortes e chuva continuavam atingindo a região.
Quando o ciclone tocou o solo, o NWS orientou os cerca de 1.500 moradores de Rota a permanecerem imediatamente em abrigos ou dentro de residências.
As autoridades locais informaram que receberam relatos de grandes danos, embora ainda não tenham conseguido dimensionar os prejuízos devido às dificuldades de comunicação.
"Estamos aguentando. Estamos enfrentando fortes ventos e inundações aqui", afirmou Lou Rosario, porta-voz do centro operacional da Prefeitura de Rota. Segundo ele, moradores também relataram destruição significativa em diferentes pontos da ilha.
Rosario explicou ainda que os serviços de telefonia celular foram interrompidos após o desabamento de uma torre de transmissão.
De acordo com o Centro Conjunto de Alerta de Tufões, no Havaí, o Bavi chegou a registrar rajadas de até 350 km/h. Em Tinian, no norte de Guam e no sul de Saipan, os ventos atingiram intensidade equivalente à de um furacão de categoria 1.
Além dos ventos extremos, o tufão provocou chuva torrencial em diversas áreas de Guam e das Ilhas Marianas do Norte, territórios que abrigam cerca de 210 mil pessoas.
As autoridades de Guam alertaram para acumulados de chuva entre 20 e 30 centímetros, com risco elevado de alagamentos e inundações.
O arquipélago já havia sido atingido em abril pelo supertufão Sinlaku, que arrancou telhados, derrubou árvores e deixou dezenas de milhares de moradores sem energia elétrica. Em 2023, o tufão Mawar também causou destruição generalizada na região.
Antes da chegada do Bavi, o Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos havia advertido que um impacto direto sobre Rota poderia tornar grande parte da ilha inabitável por semanas ou até meses. O órgão também projetou destruição de residências não reforçadas, queda generalizada de árvores e postes de energia, além de interrupções prolongadas no fornecimento de eletricidade.
*Com AFP