Ciência

Nasa registra olho do supertufão Bavi em imagem de satélite

Registro mostra o olho do ciclone iluminado pela Lua pouco antes de atingir Guam; Bavi é um dos ciclones mais intensos de 2026

Supertufão Bavi: satélite registrou o olho do ciclone iluminado pela luz da Lua (NOAA/Divulgação)

Supertufão Bavi: satélite registrou o olho do ciclone iluminado pela luz da Lua (NOAA/Divulgação)

Publicado em 10 de julho de 2026 às 12h29.

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A Nasa divulgou uma imagem de alta resolução do supertufão Bavi captada pouco antes de o ciclone atingir Guam e as Ilhas Marianas do Norte, no Oceano Pacífico. O registro mostra com grande nitidez o olho da tempestade iluminado pela Lua e revela a dimensão de um dos ciclones mais intensos de 2026, que deixou um rastro de destruição nos territórios americanos.

A imagem foi registrada pelo instrumento VIIRS (Visible Infrared Imaging Radiometer Suite), instalado no satélite NOAA-20, e divulgada pelo Observatório da Terra da Nasa. Segundo a agência espacial, o Bavi alcançou a categoria de supertufão em 4 de julho e se tornou o terceiro ciclone tropical de categoria 5 formado neste ano.

Imagem do olho do supertufão Bavi

O registro foi captado às 15h30 UTC de 5 de julho (1h30 da madrugada de 6 de julho no horário local), quando o Bavi avançava em direção às Ilhas Marianas do Norte.

Um dos detalhes é a parede oeste do olho do ciclone iluminada pela Lua, que estava na fase minguante gibosa. A iluminação natural destacou parte da estrutura da tempestade e produziu uma imagem noturna incomum do fenômeno.

Segundo a Nasa, o supertufão ganhou força rapidamente ao atravessar águas do Pacífico com temperatura próxima de 30 °C.

Supertufão Bavi: satélite registrou o olho do ciclone iluminado pela luz da Lua - Foto: Divulgação/NOAA

Supertufão Bavi: satélite registrou o olho do ciclone iluminado pela luz da Lua - Foto: Divulgação/NOAA (NOAA/Divulgação)

Supertufão deixou destruição em Guam e nas Ilhas Marianas

Ao passar por Guam, Rota e Saipan, o Bavi atingiu ventos de até 290 km/h, derrubando postes e redes elétricas, espalhando destroços pelas estradas, provocando alagamentos e danificando edificações em diferentes áreas.

Com a melhora das condições do mar, equipes da Guarda Costeira dos Estados Unidos iniciaram a retirada de obstáculos para permitir a reabertura dos portos da região, de acordo com agências internacionais.

Segundo a Nasa, esta foi a segunda vez em apenas três meses que um supertufão atravessou Guam e as Ilhas Marianas do Norte. Em abril, o supertufão Sinlaku também atingiu os territórios americanos.

Para onde o supertufão Bavi está se deslocando?

Mesmo após cruzar Guam e as Ilhas Marianas do Norte, o sistema permaneceu extremamente intenso. Na última quarta-feira, 8, o Bavi ainda apresentava ventos de cerca de 250 km/h enquanto avançava pelo Mar das Filipinas.

De acordo com informações da agência espacial, a previsão é que o ciclone faça uma curva para noroeste nos próximos dias, aproximando-se de Taiwan, das ilhas Ryukyu, no sul do Japão, e da costa chinesa, perdendo intensidade gradualmente ao longo do percurso.

Segundo o meteorologista Jeff Masters, do Yale Climate Connections, tempestades como o Bavi tendem a ser mais prováveis durante a formação de um forte episódio de El Niño. Nessas condições, os tufões costumam se formar mais a leste do Pacífico, permanecem mais tempo sobre águas quentes e têm maior probabilidade de atingir a categoria 5 antes de seguirem em direção à Ásia.

Supertufão Bavi deslocou-se para oeste sobre as Ilhas Marianas do Norte em direção à Ásia - Foto: Divulgação/NOAA

Supertufão Bavi deslocou-se para oeste sobre as Ilhas Marianas do Norte em direção à Ásia - Foto: Divulgação/NOAA

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