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Sem mão de obra, Japão investe R$ 173 milhões para atrair estrangeiros

Prefeituras vão financiar aulas de japonês, apoio financeiro e programas de integração

Publicado em 16 de junho de 2026 às 07h40.

As 47 prefeituras do Japão planejam investir juntas ao menos 5,5 bilhões de ienes (cerca de R$ 173 milhões) em programas para atrair e integrar trabalhadores estrangeiros durante o atual ano fiscal.

Os recursos serão destinados a iniciativas como aulas de língua japonesa, apoio financeiro a estudantes internacionais e até auxílio na compra de eletrodomésticos para quem decidir se estabelecer no país.

A medida reflete a crescente preocupação das autoridades com a falta de mão de obra. Segundo a emissora estatal NHK, 441 empresas encerraram as atividades no ano fiscal de 2025 por não conseguirem contratar trabalhadores suficientes.

O problema é mais grave em regiões rurais e cidades do interior, onde o envelhecimento da população e a queda da taxa de natalidade reduziram a oferta de trabalhadores.

Além dos incentivos financeiros, governos locais passaram a promover feiras de emprego, seminários e eventos voltados tanto para estrangeiros quanto para empresas interessadas em contratá-los.

O objetivo é orientar empregadores sobre vistos, regras trabalhistas e formas de integração dos novos funcionários.

Entre as administrações que mais investirão nos programas estão Tóquio, com cerca de US$ 5 milhões previstos, a província de Mie, com US$ 3,1 milhões, e Ehime, com aproximadamente US$ 1,6 milhão.

Segundo o pesquisador Inoue Hajime, especialista em políticas para estrangeiros do Instituto de Pesquisa do Japão, esses trabalhadores se tornaram essenciais para manter serviços e atividades econômicas em funcionamento.

Saúde e indústria concentram demanda

A necessidade de profissionais é especialmente urgente no setor de saúde. Hospitais, clínicas e instituições de atendimento a idosos enfrentam dificuldades para preencher vagas em um dos países mais envelhecidos do mundo.

A agricultura também está entre as áreas prioritárias, já que muitas regiões sofrem com a falta de jovens interessados em permanecer no campo.

Na indústria de manufatura, principal empregadora de estrangeiros no Japão, empresas dos setores automotivo, eletrônico e de máquinas ampliaram as contratações internacionais para manter a produção.

Outras áreas com forte demanda incluem comércio, hotelaria, alimentação, serviços e construção civil, setores que enfrentam dificuldades crescentes para encontrar trabalhadores locais e dependem cada vez mais da mão de obra estrangeira.

*Com O Globo

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