Ciência

Supertufão Sinlaku: maior tempestade de 2026 deve atingir ilhas no Pacífico hoje

Fenômeno climático terá ventos de até 280 km/h e mais de 300 milímetro de chuva; entenda impactos para o Brasil

Supertufão no Pacífico: ilhas da região foram muito destruídas com Tufão Yagi em 2024 ( NHAC NGUYEN/AFP)

Supertufão no Pacífico: ilhas da região foram muito destruídas com Tufão Yagi em 2024 ( NHAC NGUYEN/AFP)

Maria Eduarda Lameza
Maria Eduarda Lameza

Estagiária de jornalismo

Publicado em 14 de abril de 2026 às 16h38.

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O supertufão Sinlaku avança pelo Pacífico Oeste e deve atingir as Ilhas Marianas até quarta-feira. A previsão é do Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos.

O sistema pode provocar ventos de até 280 km/h, além de chuvas intensas, tempestades, deslizamentos e impactos costeiros.

O fenômeno se formou como um aglomerado de tempestades no mar da Micronésia, evoluindo para tempestade tropical e, posteriormente, um tufão. Durante o último fim de semana, o tufão avançou na direção noroeste com ventos de até 240 km/h.

São esperados mais de 300 milímetro de chuva para as próximas horas.

O serviço emitiu um alerta severo para inundação em áreas costeiras e margens de rios.

Onde ficam as Ilhas Marianas?

As Ilhas Marianas formam um arquipélago no Oceano Pacífico ocidental, localizado a leste das Filipinas, ao norte do Equador e ao sul-sudeste do Japão. A região reúne 15 ilhas, incluindo as principais Saipan e Guam, e constitui um território dos Estados Unidos. A área está próxima à Fossa das Marianas, o ponto mais profundo da Terra.

As ilhas do norte devem ser mais atingidas que a ilha de Guam.

Reflexos do supertufão no Brasil

O avanço do supertufão Sinlaku é apontado como um indicativo da intensificação do El Niño, segundo a Metsul Meteorologia.

O El Niño ocorre quando o Pacífico equatorial permanece ao menos 0,5°C acima da temperatura média por pelo menos três meses.

A projeção indica o impacto climático da intensificação do fenômeno no Brasil, com possibilidade de excesso de chuva no Sul, enchentes e temporais, além de ondas de calor extremas no Centro-Oeste e Sudeste.

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