Ciência

Foguete da SpaceX colide com a Lua e abre cratera de 18 metros

Impacto equivalente à explosão de 2,8 toneladas de TNT poderá ajudar cientistas a investigar a composição do subsolo lunar e a presença de gelo

SpaceX: foguete atingiu a Lua após permanecer em órbita desde uma missão lançada em 2025 (Manuel Mazzanti/NurPhoto/Getty Images)

SpaceX: foguete atingiu a Lua após permanecer em órbita desde uma missão lançada em 2025 (Manuel Mazzanti/NurPhoto/Getty Images)

Publicado em 6 de agosto de 2026 às 20h29.

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O segundo estágio de um foguete Falcon 9, da SpaceX, atingiu a superfície da Lua na madrugada de quarta-feira, 5, provocando uma explosão com energia equivalente a 2,8 toneladas de TNT. Segundo comunicado da Nasa, o impacto abriu uma cratera de aproximadamente 18 metros de diâmetro e poderá fornecer informações importantes sobre a composição do solo lunar, incluindo a possível presença de gelo abaixo da superfície.

A estrutura fazia parte de uma missão lançada em janeiro de 2025 e permaneceu em órbita lunar até ser desviada naturalmente para uma colisão com o satélite. De acordo com a agência espacial americana, o evento não representa qualquer risco para a Terra.

O que aconteceu após a colisão com a Lua?

O estágio do Falcon 9, com cerca de 14 metros de comprimento, quatro metros de largura e aproximadamente quatro toneladas, atingiu a região localizada entre as crateras Einstein e Bell.

Segundo a Nasa, o foguete colidiu com a superfície lunar a cerca de 8.700 km/h, formando uma cratera de aproximadamente 18 metros de diâmetro e 3,5 metros de profundidade. A colisão também lançou poeira e fragmentos de rochas para o espaço.

Embora a explosão tenha sido equivalente à detonação de 2.800 quilos de TNT, a agência destaca que impactos dessa magnitude são relativamente comuns na Lua.

Colisão pode revelar a composição do subsolo lunar

Segundo agência, meteoroides com energia semelhante atingem a Lua, em média, a cada seis dias.

A diferença, neste caso, é que os pesquisadores conheciam previamente praticamente todas as características do objeto, como massa, velocidade, trajetória e local exato do impacto. Isso transforma a colisão em uma oportunidade rara para estudar como o solo lunar reage a um choque de intensidade conhecida.

Os cientistas esperam que a nuvem de poeira produzida pela explosão revele detalhes sobre as camadas abaixo da superfície. Uma das principais expectativas é identificar sinais de gelo, recurso considerado estratégico para futuras missões tripuladas e para projetos de bases permanentes na Lua.

Estágio do Falcon 9 estava em órbita desde 2025

O segundo estágio do Falcon 9 permaneceu em órbita desde janeiro de 2025, quando lançou dois módulos de pouso rumo à Lua.

A missão teve resultados diferentes para as duas espaçonaves: o módulo Blue Ghost-1, da Firefly Aerospace, pousou com sucesso, enquanto o módulo Hakuto-R, da empresa japonesa iSpace, caiu durante a tentativa de alunissagem.

De acordo com a Nasa, a trajetória que levou o estágio até a Lua foi resultado da combinação entre a atividade solar e as forças gravitacionais. A SpaceX informou que realizou o descarte do equipamento conforme os procedimentos previstos após o lançamento.

Cratera será analisada pelo LRO

Como o impacto ocorreu no lado iluminado da Lua, ele não pôde ser observado diretamente da Terra.

Mesmo assim, o satélite Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO) registrará imagens da região antes e depois da colisão. A Nasa espera divulgar os primeiros registros nas próximas semanas, permitindo que os cientistas analisem a cratera recém-formada e os materiais expostos pelo impacto.

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