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China inicia projeto para levar computação inteligente ao espaço

Iniciativa faz parte da estratégia do país para ampliar a computação espacial

 (MARK GARLICK/SCIENCE PHOTO LIBRARY/Getty Images)

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China2Brazil
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Agência

Publicado em 6 de abril de 2026 às 15h09.

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A China iniciou um estudo de viabilidade e uma avaliação pré-projeto para desenvolver uma constelação de computação inteligente no espaço. A iniciativa é liderada pela Administração Nacional de Ciência, Tecnologia e Indústria para Defesa Nacional e integra a estratégia do país para ampliar sua capacidade computacional e sustentar o crescimento da economia digital.

O anúncio foi feito por Yu Guobin, durante a Conferência da Indústria de Computação Espacial 2026, em Pequim. Segundo o representante, o órgão coordenou reuniões iniciais e painéis técnicos com especialistas, enquanto o projeto avança para fases estruturais.

A computação baseada no espaço consiste na instalação de capacidade de processamento em satélites, formando redes com cobertura global contínua. Esse modelo permite processar dados diretamente em órbita, o que reduz o tempo de resposta e amplia o alcance em comparação aos data centers terrestres.

Hoje, a infraestrutura em terra enfrenta limitações objetivas: consumo elevado de energia, custos de resfriamento e restrições físicas de expansão. Além disso, a cobertura geográfica não atende a demandas globais em tempo real. Nesse cenário, o modelo espacial surge como alternativa para lidar com volumes crescentes de dados e exigências de processamento em larga escala.

Outro ponto central está no fluxo de dados. No modelo tradicional, satélites coletam informações, mas dependem de estações terrestres para análise. Esse processo reduz a eficiência: menos de 10% dos dados são utilizados em tempo real, devido a restrições de largura de banda. Com processamento em órbita, a latência cai de horas para segundos.

De acordo com Xie Lina, satélites equipados com capacidade computacional podem se conectar por comunicação a laser, criando uma rede contínua e autônoma. Isso viabiliza aplicações que exigem resposta imediata, como monitoramento ambiental, alertas de desastres e gestão de recursos.

A proposta também atende a demandas operacionais em áreas remotas. Atividades como resposta a emergências, vigilância marítima e expedições polares dependem de cobertura global e baixa latência, requisitos que a infraestrutura terrestre não consegue suprir de forma consistente.

O Ministério da Indústria e Informatização da China anunciou medidas para estruturar o setor. O plano inclui apoio a pesquisas, definição de padrões técnicos, abrangendo hardware, software, redes e segurança, e desenvolvimento de tecnologias como chips resistentes à radiação e comunicação a laser entre satélites.

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