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Pesquisa para presidente hoje: veja quem lidera o último levantamento nacional

Veja quem lidera as pesquisas para presidente em 2026 no 1º e no 2º turno, com dados de AtlasIntel, Gerp e Vox, e as propostas de Lula e Flávio.

Eleições 2026: última pesquia mostra resultados acirrados entre Lula e Flávio Bolsonaro (Ricardo Stuckert /Lula/Charles Vieira/Campanha Flávio Bolsonaro/Flickr)

Eleições 2026: última pesquia mostra resultados acirrados entre Lula e Flávio Bolsonaro (Ricardo Stuckert /Lula/Charles Vieira/Campanha Flávio Bolsonaro/Flickr)

Diandra Guedes
Diandra Guedes

Colaboradora

Publicado em 29 de setembro de 2026 às 17h34.

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Os brasileiros vão às urnas no domingo, 4 de outubro, para escolher o presidente da República. No mesmo dia, também serão eleitos governadores, senadores e deputados federais, estaduais e distritais.

Para ganhar já no primeiro turno, o candidato a presidente precisa de mais da metade dos votos válidos, que não contam brancos e nulos. Se ninguém chegar lá, os dois mais votados voltam às urnas no segundo turno, marcado para 25 de outubro.

Até o momento, a corrida está concentrada em dois nomes: de um lado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição ao lado do vice Geraldo Alckmin (PSB), e, do outro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que tem Alfredo Gaspar como vice.

Também aparecem nas pesquisas Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão), Augusto Cury (Avante) e Samara Martins (UP). Todos ficam bem atrás dos dois líderes.

Cenário atual

Nos levantamentos mais recentes, Lula está numericamente à frente no primeiro turno em AtlasIntel, BTG/Nexus, Vox Brasil, Datafolha e Quaest. Flávio aparece na frente na Gerp.

No segundo turno, o cenário é de empate técnico na maior parte das pesquisas.

Vale lembrar que pesquisa mostra a intenção de voto no momento da coleta e não determina o resultado da eleição. Por isso, a margem de erro de cada levantamento importa na hora de ler os números.

Cenário do 1º turno: Lula lidera na maioria das pesquisas

AtlasIntel/Bloomberg

A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, divulgada nesta terça-feira, 29, traz Lula com 45,3% e Flávio com 42,2%. A diferença é de 3,1 pontos, e a margem de erro é de apenas 1 ponto percentual.

Na comparação com a rodada anterior, Flávio perdeu 1,2 ponto. Lula teve uma oscilação de 0,5 ponto.

Renan Santos marca 5,2%, seguido por Augusto Cury (2%), Ronaldo Caiado (1,8%) e Romeu Zema (0,9%).

Lula vai bem entre as mulheres (57,4%) e no Nordeste (55,7%). Flávio lidera entre os evangélicos (62,7%), no Sul (54%) e entre os homens (52,4%).

O instituto entrevistou 5.005 eleitores entre 23 e 28 de setembro. A pesquisa está registrada no TSE sob o protocolo BR-04391/2026.

Gerp

A pesquisa Gerp é a que mostra Flávio numericamente à frente: 42% contra 40% de Lula, um empate técnico dentro da margem de erro de 2 pontos. Na rodada anterior, o placar era 40% a 37%.

Cury marca 5%, e Caiado e Renan Santos têm 3% cada. Samara Martins e Zema ficam com 1%.

O instituto entrevistou 2.400 eleitores por telefone entre 24 e 28 de setembro. O protocolo no TSE é BR-03929/2026.

Vox Brasil

Na pesquisa Vox Brasil, Lula tem 41,1% e Flávio, 37,8%. Com margem de erro de 2,15 pontos, os dois estão tecnicamente empatados.

Em relação a agosto, Lula cresceu 4 pontos e Flávio, 3. Caiado marca 3,8%, Renan Santos, 2,7%, Cury, 2,2% e Zema, 1,8%.

O levantamento ouviu 2.100 eleitores em entrevistas presenciais, entre 26 e 28 de setembro, e está registrado sob o protocolo BR-00895/2026. Economia e emprego lideram as preocupações (31,7%), seguidos por segurança pública (27,6%).

Cenário do 2º turno: empate técnico marca a disputa

AtlasIntel/Bloomberg

No segundo turno, Flávio marca 47,7% e Lula, 47,6%. A diferença de 0,1 ponto é um empate técnico. Brancos, nulos e indecisos somam 4,8%.

Contra os outros nomes testados, Lula vence Caiado por 45,9% a 43,4% e Zema por 47,4% a 41,2%.

Gerp

Na Gerp, Flávio tem 50% e Lula, 43%. Com 7 pontos de diferença, o levantamento aponta vantagem fora da margem de erro para o senador.

Vox Brasil

A Vox Brasil mostra Flávio com 45,2% e Lula com 44,7%, dentro da margem de erro. Contra Zema, Lula tem 46,1% a 30,3%. Contra Caiado, são 45,3% a 41,1%.

Rejeição alta nos dois lados

Um dos fatores que explicam o equilíbrio dos resultados das pesquisas eleitorais é a rejeição cruzada.

Na Nexus, 51% dizem que não votariam em Flávio de jeito nenhum, e 48% rejeitam Lula.

Na Vox Brasil, os números são 53,1% e 51,5%. Na Gerp, a ordem se inverte: Lula tem 50% de rejeição, e Flávio, 42%.

Principais propostas de Flávio Bolsonaro e Lula

Para entender melhor as preferências pelos candidatos, é importante analisar o plano de governo de cada um deles. Veja os principais eixos dos dois líderes. Ambos estão registrados no TSE.

A rejeição de um candidato equivale ao potencial de voto do adversário, e vice-versa. Com a rejeição de Flávio na casa de 51%, por exemplo, mais da metade do eleitorado é, em tese, alcançável por Lula. O raciocínio vale também no sentido contrário, já que 48% rejeitam o presidente.

Na prática, isso limita o quanto cada um consegue crescer. Quem rejeita um dos lados costuma ser cogitado como eleitor do outro, e nenhum dos dois tem uma reserva de votos muito maior que a do adversário.

Flávio Bolsonaro (PL)

O plano de Flávio, registrado no TSE, se chama "Para o Brasil vencer o atraso". A segurança pública abre o documento, com propostas como mudanças na maioridade penal, castração química para estupradores, fim da progressão de pena para crimes hediondos e ampliação do reconhecimento facial.

Na economia, o plano prevê redução de impostos, reformulação das regras fiscais, crédito para empreender e a prevalência do negociado sobre o legislado nas relações de trabalho. Também propõe transformar a Caixa em um "banco da prosperidade".

Na reforma do Estado, a lista inclui corte de ministérios, fim da reeleição para cargos do Executivo, fim das decisões monocráticas no Judiciário e um programa nacional de desestatização.

Em educação, o candidato defende escola em tempo integral, escolas cívico-militares, alfabetização pelo método fônico e voucher-creche.

Na saúde, aparecem a digitalização do SUS, o prontuário eletrônico único, a telessaúde e o fim das filas do INSS.

Lula (PT)

O plano de Lula aposta na continuidade e na ampliação de políticas do atual mandato.

Na segurança, propõe-se criar o Ministério da Segurança Pública, fortalecer o Sistema Único de Segurança Pública, asfixiar financeiramente o crime organizado e manter o Plano Pena Justa.

Na área do trabalho e da renda, o documento inclui o fim da escala 6x1 com redução da jornada para 40 horas, a valorização do salário mínimo, o Desenrola Brasil e a regulação do trabalho por aplicativos.

Na saúde, o plano prevê ampliar o Farmácia Popular e manter o Mais Médicos, o Agora Tem Especialistas e a Política Nacional de Cuidados.

Na educação, aparecem escola em tempo integral, Pé-de-Meia, creches, ensino técnico e Institutos Federais.

Para a economia e o clima, o plano cita o Novo PAC, a Nova Indústria Brasil, o Plano de Transformação Ecológica, o desmatamento líquido zero e o mercado de carbono. Na governança, propõe a regulação de redes sociais e plataformas digitais.

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