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Lula pede fim do sigilo das investigações do Banco Master

Presidente postou o pedido nas suas redes sociais nesta quarta-feira, 9, em meio aos desdobramentos do caso no STF

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante anúncio da medida provisória da terceira edição do Brasil Soberano (Ricardo Stuckert)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante anúncio da medida provisória da terceira edição do Brasil Soberano (Ricardo Stuckert)

Luciano Pádua
Luciano Pádua

Editor de Macroeconomia

Publicado em 9 de setembro de 2026 às 11h40.

Última atualização em 9 de setembro de 2026 às 11h53.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu nesta quarta-feira, 9, a quebra completa do sigilo das investigações de "todos os envolvidos no caso Master".

"Seja quem for, doa a quem doer", escreveu o petista em post no X. "O Brasil precisa saber a verdade.

Segundo ele, o país precisa de mais transparência, e não "vazamentos seletivos que impactam a disputa eleitoral", como classificou.

"Diante da gravidade do maior crime financeiro da história do Brasil, o povo brasileiro precisa de explicações e medidas imediatas para enfrentar a crise institucional que tomou conta do Poder Judiciário", afirmou Lula.

O comunicado de Lula está em linha com o pronunciamento feito pelo petista na última semana, em que pedia que todos fossem investigados e frisava que o combate ao caso Master havia acontecido pelas instituições de seu governo.

Ele também havia citado os "vazamentos seletivos", um dos argumentos que mais tem utilizado para criticar a maneira como os fatos vêm se desenrolando.

Dino, Mendonça e a crise no STF

A mensagem do presidente acontece algumas horas após o ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino reverter o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, que havia sido determinado na terça-feira, 8, pelo ministro André Mendonça.

Na decisão, Dino criticou duramente as determinações do colega: argumentou que ele é parte do processo, uma vez que Mendonça afirma ter sido alvo de monitoramento ilegal da PF, e, por isso, não deveria proferir a decisão; e classificou a conduta que a conduta de Mendonça constitui "atropelos processuais", interfere na alçada de outros ministros e coloca em risco centenas de investigações policiais.

O ministro Dino usou o caso que investiga os repasses de Daniel Vorcaro ao filme Dark Horse, de que é relator, para restituir Andrei e o diretor de inteligência da PF, Leandro Almada Costa, aos seus cargos.

O caso investiga se os valores destinados à cinebiografia de Jair Bolsonaro foram efetivamente empregados na produção ou se houve desvio de recursos.

A Corte se vê envolta em sua mais grave crise institucional desde a terça-feira pasada, quando Mendonça levantou o sigilo de uma investigação da PF que dava conta de mensagens trocadas entre o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, com o também ministro da Corte Alexandre de Moraes.

Mendonça enviou ao presidente do Tribunal, Edson Fachin, um pedido de avaliação do plenário sobre a investigação de Moraes.

Moraes, por sua vez, reagiu na quinta-feira passada e pediu a investigação de Mendonça, a quem acusou de direcionar os trabalhos do caso Master politicamente e de possíveis atos de corrupção na condução das investigações do caso.

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