Repórter
Publicado em 4 de agosto de 2026 às 10h36.
A cidade de São Paulo registra 2.125 quilômetros de lentidão na manhã desta terça-feira, 4, durante a greve dos trabalhadores da CPTM e com o rodízio municipal de veículos suspenso.
Segundo dados da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), todas as regiões da capital apresentaram aumento no congestionamento em relação ao padrão de comparação.
A Zona Sul concentrou o maior volume de trânsito, com 648 quilômetros de lentidão, seguida pela Zona Leste, com 537 quilômetros, e pela Zona Oeste, com 507 quilômetros. A Zona Norte registrou 278 quilômetros, enquanto a região Central teve 155 quilômetros de congestionamento.
Além de concentrar o maior volume de lentidão, a Zona Sul também apresentou a maior alta percentual, de 30%. A Zona Leste teve aumento de 25% e a Oeste, de 24%.
Na Zona Norte, o crescimento foi de 13%, enquanto o Centro registrou a menor variação, de 7%, segundo a CET.
A greve dos ferroviários afeta as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM. Para reduzir os impactos à mobilidade, a Prefeitura de São Paulo suspendeu o rodízio municipal de veículos durante toda esta terça-feira.
Apesar da paralisação, parte da operação ferroviária foi mantida por determinação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT). A Linha 11-Coral opera parcialmente entre Palmeiras-Barra Funda e Guaianases, enquanto a Linha 12-Safira circula entre Brás e Engenheiro Goulart. Já a Linha 13-Jade permanece sem operação.
As linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha, 4-Amarela e 5-Lilás do Metrô operam normalmente. Também seguem em funcionamento as linhas concedidas 7-Rubi, 8-Diamante e 9-Esmeralda, além da Linha 10-Turquesa.
O Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese) foi acionado para complementar o transporte ferroviário.
A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) suspendeu o rodízio municipal de veículos durante toda esta terça-feira para facilitar os deslocamentos. Permanecem em vigor, porém, as restrições para caminhões, fretados e corredores exclusivos de ônibus.
A Polícia Militar reforçou o policiamento nas estações ferroviárias, terminais e locais de maior circulação de passageiros. As ações são monitoradas em tempo real pelo Centro Integrado de Operações Coordenadas (CIOC), instalado no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC).
A greve dos trabalhadores da CPTM foi deflagrada em meio ao processo de concessão das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade à iniciativa privada. A principal reivindicação da categoria é uma garantia formal de manutenção dos empregos, dos direitos trabalhistas e dos benefícios após a transferência definitiva da operação para a concessionária Trivia Trens.
Embora a CPTM tenha retomado temporariamente a operação das três linhas por determinação da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), após problemas registrados nos primeiros dias de atuação da concessionária, os ferroviários afirmam que a medida não resolve a principal preocupação: o futuro dos funcionários quando a concessão voltar a avançar.
Segundo o sindicato, o governo ainda não apresentou garantias formais sobre a absorção dos trabalhadores. Já a gestão Tarcísio de Freitas afirma que propôs medidas para preservar os empregos, como a possibilidade de remanejamento para outros órgãos estaduais, a incorporação da Estrada de Ferro Campos do Jordão pela CPTM e a inclusão dos funcionários no Iamspe. Mesmo assim, a categoria decidiu manter a paralisação por tempo indeterminado.