Trem de CPTM na estação da Luz, em São Paulo (Friedemann Vogel/Getty Images/Getty Images)
Repórter
Publicado em 4 de agosto de 2026 às 06h50.
A greve da CPTM afeta a circulação das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade nesta terça-feira, 4. Para reduzir os impactos aos passageiros, o Governo de São Paulo acionou um plano de contingência que inclui operação parcial dos trens, reforço na rede metroviária, ônibus do Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese) e aumento do policiamento nas estações.
O movimento foi mantido pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil, apesar de uma decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinar a operação de 80% do efetivo nos horários de pico e de 60% nos demais períodos. Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 400 mil ao sindicato.
A Linha 11-Coral opera entre Palmeiras-Barra Funda e Guaianases, enquanto a Linha 12-Safira funciona entre Brás e Engenheiro Goulart. Já a Linha 13-Jade e o Expresso Aeroporto permanecem sem operação.
As linhas concedidas 7-Rubi, 8-Diamante e 9-Esmeralda seguem funcionando normalmente. A Linha 10-Turquesa também opera sem alterações.
O Metrô antecipou a abertura das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata para as 4h. A Linha 3-Vermelha recebeu reforço de composições por concentrar parte dos passageiros vindos das linhas da CPTM afetadas pela paralisação.
Segundo o governo paulista, trens vazios poderão ser enviados para estações com maior lotação, como Corinthians-Itaquera, Tatuapé, Brás e Palmeiras-Barra Funda, para acelerar o embarque e reduzir o tempo de espera.
O Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese) foi acionado para complementar o transporte ferroviário.
A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) suspendeu o rodízio municipal de veículos durante toda esta terça-feira para facilitar os deslocamentos. Permanecem em vigor, porém, as restrições para caminhões, fretados e corredores exclusivos de ônibus.
A Polícia Militar reforçou o policiamento nas estações ferroviárias, terminais e locais de maior circulação de passageiros. As ações são monitoradas em tempo real pelo Centro Integrado de Operações Coordenadas (CIOC), instalado no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC).
A greve dos trabalhadores da CPTM foi deflagrada em meio ao processo de concessão das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade à iniciativa privada. A principal reivindicação da categoria é uma garantia formal de manutenção dos empregos, dos direitos trabalhistas e dos benefícios após a transferência definitiva da operação para a concessionária Trivia Trens.
Embora a CPTM tenha retomado temporariamente a operação das três linhas por determinação da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), após problemas registrados nos primeiros dias de atuação da concessionária, os ferroviários afirmam que a medida não resolve a principal preocupação: o futuro dos funcionários quando a concessão voltar a avançar.
Segundo o sindicato, o governo ainda não apresentou garantias formais sobre a absorção dos trabalhadores. Já a gestão Tarcísio de Freitas afirma que propôs medidas para preservar os empregos, como a possibilidade de remanejamento para outros órgãos estaduais, a incorporação da Estrada de Ferro Campos do Jordão pela CPTM e a inclusão dos funcionários no Iamspe. Mesmo assim, a categoria decidiu manter a paralisação por tempo indeterminado.