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Greve da CPTM: Prefeitura de SP suspende rodízio para veículos nesta terça

Medida vale para esta terça-feira, 4, e busca reduzir os impactos da paralisação nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade sobre a mobilidade da capital

André Martins
André Martins

Repórter de Brasil e Economia

Publicado em 3 de agosto de 2026 às 21h51.

Última atualização em 3 de agosto de 2026 às 21h54.

A Prefeitura de São Paulo informa que o rodízio de veículos está suspenso nesta terça-feira, 4, em razão da greve dos trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

Segundo a administração municipal, a suspensão do rodízio busca reduzir os transtornos provocados pela greve, permitindo que mais motoristas utilizem veículos particulares para seus deslocamentos.

A greve afeta as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, administradas pela CPTM, após decisão dos ferroviários em assembleia realizada na segunda-feira, 3.

A categoria reivindica garantias de manutenção dos empregos diante do processo de concessão das linhas à iniciativa privada.

Apesar da paralisação, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinou que a CPTM mantenha 80% da operação nos horários de pico e 60% nos demais períodos. O descumprimento da decisão pode resultar em multa diária de R$ 400 mil ao sindicato.

As linhas 7-Rubi, 8-Diamante e 9-Esmeralda, operadas por concessionárias, além da linha 10-Turquesa, seguem funcionando normalmente. O sistema metroviário também opera sem alterações, incluindo as linhas administradas pelo Metrô e pelas concessionárias.

Por que a CPTM está em greve?

A greve ocorre em meio ao processo de concessão das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade. Após um princípio de incêndio em um trem e falhas operacionais registradas no terceiro dia de operação da concessionária Trivia Trens, o Governo de São Paulo determinou que a CPTM reassumisse temporariamente a operação das linhas por até 90 dias.

Segundo a Artesp, a medida foi adotada não apenas pelo incidente, mas também porque a agência considerou insuficiente a resposta da concessionária à emergência. A Trivia Trens só poderá voltar a operar o sistema após demonstrar que corrigiu os problemas identificados na atuação de suas equipes. Nesse cenário, os ferroviários reivindicam garantias de manutenção dos empregos durante o processo de concessão.

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