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Eleições 2026: os 13 estados com as disputas mais acirradas ao Senado

Corrida eleitoral pelo Senado nos estads expõe antigas disputas, polarização ideológica e pouco conhecimento dos eleitores sobre alguns pré-candidatos

Eleições 2026: A eleição deste ano prevê duas cadeiras em disputa para o Senado por estado

Eleições 2026: A eleição deste ano prevê duas cadeiras em disputa para o Senado por estado

Letícia Cassiano
Letícia Cassiano

Colaboradora

Publicado em 12 de julho de 2026 às 13h21.

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Os preparativos para as eleições de 2026 avançam e a disputa pelas duas vagas em jogo no Senado começa a ganhar contornos mais claros em diferentes estados.

Ao contrário da eleição para governador, que costuma concentrar a disputa em poucos candidatos, a corrida ao Senado reúne um número maior de nomes competitivos, já que cada eleitor poderá votar em dois candidatos.

Em boa parte dos estados, as pesquisas mais recentes apontam três ou mais pré-candidatos em condições semelhantes de disputa pelas duas cadeiras, sem favoritos isolados.

Em outros, uma das vagas parece mais encaminhada, enquanto a segunda permanece em aberto, o que amplia a competitividade da corrida.

Ao todo, pelo menos 13 estados apresentam cenários considerados altamente competitivos para o Senado. Confira.a

Alagoas

Em Alagoas, a disputa reúne três dos principais nomes da política estadual. O deputado federal Alfredo Gaspar (PL), o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP), e o senador Renan Calheiros (MDB) aparecem como os principais candidatos às duas vagas.

Segundo o último levantamento de intenção de voto, divulgado pelo instituto Paraná Pesquisas em 1º de julho, Gaspar tem 40,4%, Lira, 39,8%, e Calheiros, 36,4%.

A presença de três lideranças consolidadas transforma a eleição em uma das mais disputadas do país e coloca frente a frente representantes de diferentes grupos políticos que há anos influenciam a política alagoana.

Amapá

No Amapá, a corrida também reúne três nomes competitivos: Rayssa Furlan (Podemos), o senador Lucas Barreto (PSD) e o senador Randolfe Rodrigues (PT).

Em 15 de junho, o Instituto Paraná Pesquisa divulgou um levantamento sobre o estado. Segundo a pesquisa, Furlan lidera com folga os dois cenários simulados. Mais de dez pontos percentuais abaixo aparece Barreto, seguido de perto por Randolfe Rodrigues.

Ceará

O Ceará apresenta uma das corridas mais equilibradas para o Senado. Cid Gomes (PSB), o ex-prefeito de Fortaleza Capitão Wagner (União Brasil) e a deputada federal Luizianne Lins (Rede) despontam entre os principais nomes da disputa.

A pesquisa AtlasIntel, publicada na metade de junho, mostra os três tecnicamente empatados. Cid Gomes registra 20,5%, enquanto Wagner e Lins aparecem com 18,7% cada um.

Espírito Santo

No Espírito Santo, o ex-governador Renato Casagrande (PSB), o ex-governador Paulo Hartung (PSD) e o deputado estadual Sérgio Meneguelli (Republicanos) concentram as atenções.

O levantamento Real Time Big Data, publicado em 9 de junho, mostra Casagrande isolado, com 28% das intenções de voto. Hartung aparece com 15% e Meneguelli com 13%.

A disputa coloca frente a frente duas das principais lideranças da história recente da política capixaba (Casagrande e Hartung), que também influencia a disputa pelo Executivo no estado.

Goiás

Em Goiás, a disputa reúne figuras conhecidas da política estadual e uma novata nas corridas eleitorais: a ex-primeira-dama Gracinha Caiado (União), o senador Vanderlan Cardoso (PSD) e o deputado federal Gustavo Gayer (PL).

Na última segunda-feira, 6, o Instituto Paraná Pesquisas mostrou Gracinha Caiado com 35,1%, Cardoso com 25,8% e Gayer com 21,2%, mostrando a força política do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD).

Mato Grosso do Sul

Em Mato Grosso do Sul, o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), o ex-deputado estadual Capitão Contar (PL) e o senador Nelsinho Trad (PSD) aparecem entre os principais concorrentes.

Em 4 de julho saiu a pesquisa do Instituto Ranking Brasil Inteligência. Segundo o estudo, Azambuja lidera com 22% das intenções de votos, seguido por Contar, com 20%, e por Nelsinho, com 19,4%.

Minas Gerais

Em Minas Gerais, um dos maiores colégios eleitorais do país, a corrida permanece aberta. Entre os principais pré-candidatos estão a prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), o deputado federal Aécio Neves (PSDB) e o secretário de Estado Marcelo Aro (PP).

Segundo o levantamento Real Time Big Data do final de maio, Marília Campos aparece em primeiro lugar, com 22% das intenções de voto. Aécio Neves tem 15% e empata com Marcelo Aro (14%) pela segunda cadeira.

Nenhum dos pré-candidatos, no entanto, é forte ou conhecido em todo o estado. De acordo com a pesquisa, 20% dos entrevistados não souberam responder em quem votariam para o Senado, e 11% votariam nulo ou branco. O mesmo se repete na eleição do Executivo.

Paraná

O Paraná reúne um dos cenários mais pulverizados da disputa ao Senado.

Entre os principais nomes estão o ex-senador Álvaro Dias (MDB), que lidera sozinho na maioria das pesquisas, o deputado federal Deltan Dallagnol (Novo), a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT), o deputado federal Filipe Barros (PL) e o deputado estadual, Alexandre Curi (Republicanos).

Segundo o levantamento Paraná Pesquisas, divulgado nesta terça-feira, 7, em um primeiro cenário testado, Álvaro registra 39,7% das intenções de voto. Na sequência aparecem Hoffmann, com 25,9%, e Dallagnol, com 25,2%, tecnicamente empatados. Alexandre Curi soma 23,5%, seguido por Barros, com 22,9%.

Com cinco nomes competitivos, o estado apresenta uma das corridas mais imprevisíveis do país para as duas vagas.

Piauí

No Piauí, a disputa reúne o senador Marcelo Castro (MDB), o deputado federal Júlio César (PSD) e o senador Ciro Nogueira (PP).

De acordo com a AtlasIntel do final de junho, Castro aparece na frente, com 20,1% das intenções de voto. Em seguida, Júlio César registra 15,8%. Nogueira tem 12,6%, sem diminuir muito do seu desempenho com a exposição da sua relação com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, a deputada federal Benedita da Silva (PT), o ex-prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) e o prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União), lideram a corrida eleitoral.

O levantamento Paraná Pesquisas do começo de junho mostra a petista isolada tanto no primeiro quanto no segundo voto, seguida por Crivella e Canella, respectivamente.

Rio Grande do Sul

No Rio Grande do Sul, a corrida coloca frente a frente o deputado federal Marcel van Hattem (Novo), a ex-deputada federal Manuela d'Ávila (PSOL) e o deputado federal Ubiratan Sanderson (PL).

O levantamento Real Time Big Data do final de junho mostra Van Hattem (Novo) com 20% das intenções de voto, Manuela d’Ávila com 19% e Sanderson com 17%.

O cenário reúne representantes de diferentes espectros ideológicos e deve concentrar uma das campanhas mais disputadas da região Sul.

São Paulo

Em São Paulo, a disputa se aqueceu nos últimos meses. Entre os pré-candidatos mais competitivos estão as ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), que lideram as pesquisas desde o começo do ano, o deputado federal Ricardo Salles (Novo), o presidente da Assembleia Legislativa André do Prado (PL) e o secretário de Segurança Pública Guilherme Derrite (PP).

Nas pesquisas anteriores a junho, Derrite aparecia colado com as líderes. No último levantamento Datafolha, da última segunda-feira, 6, mostra o ex-secretário abaixo de Salles e Prado.

A ordem do levantamento ficou: Simone Tebet com 18%, Marina Silva com 16%, Ricardo Salles com 13%, André do Prado com 11% e Guilherme Derrite com 10%.

Sergipe

Em Sergipe, a situação é parecida com São Paulo e o Paraná, sem nenhuma liderança isolada e muitos candidatos competitivos.

Segundo a Real Time Big Data do final de maio, o delegado André David (Republicanos) tem 15%, o Dr. Eduardo Amorim (Republicanos) aparece com 13%, André Moura (União Brasil) tem 13%, Rodrigo Valadares (PL), 12%, Edvaldo Noqueira (PDT), 11%, e Rogério Carvalho (PT) com 10% das intenções de voto.

Corrida deve ganhar força após as convenções

As convenções partidárias, que começam em 20 de julho, devem consolidar as candidaturas e as alianças para a disputa de outubro. A partir da definição das chapas, a expectativa é que as campanhas intensifiquem a busca pelos eleitores indecisos e ampliem a exposição dos candidatos.

Como estarão em disputa duas cadeiras por estado, a tendência é que as movimentações nas pesquisas continuem intensas até o primeiro turno. Em muitos casos, pequenas oscilações nas intenções de voto podem alterar a composição dos dois candidatos mais bem colocados, tornando a corrida ao Senado uma das mais competitivas das eleições de 2026.

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