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Datafolha para senador em Minas: Marília, Viana, Aécio, Sávio e Aro empatam tecnicamente

Levantamento mostra os quatro primeiros colocados tecnicamente empatados dentro da margem de erro; na pesquisa espontânea, 75% dos eleitores ainda não sabem em quem votar

Plenário do Senado Federal (Jefferson RudyAgência Senado)

Plenário do Senado Federal (Jefferson RudyAgência Senado)

Diandra Guedes
Diandra Guedes

Colaboradora

Publicado em 11 de setembro de 2026 às 18h51.

Última atualização em 11 de setembro de 2026 às 21h21.

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A disputa pelas vagas de Minas Gerais ao Senado segue acirrada. Marília Campos (PT) aparece numericamente à frente na disputa pelo Senado em Minas Gerais, com 12% das intenções de voto, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira, 11.

Carlos Viana (PSD) e Aécio Neves (PSDB) vêm na sequência, ambos com 10%, seguidos por Domingos Sávio (PL), com 8%, e Marcelo Aro (PP), com 6%. O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal Folha de S. Paulo.

Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são mostrados aos eleitores, 75% estão indecisos.

Neste ano, serão eleitos dois senadores em cada estado e no Distrito Federal, para renovar 54 das 81 cadeiras. Por isso, cada eleitor precisa votar em dois candidatos diferentes. Não é possível escolher o mesmo nome duas vezes.

Veja o cenário atual da pesquisa Datafolha:

Pesquisa estimulada - total para as duas vagas

  • Marília Campos (PT): 12%
  • Carlos Viana (PSD): 10%
  • Aécio Neves (PSDB): 10%
  • Domingos Sávio (PL): 8%
  • Marcelo Aro (PP): 6%
  • Áurea Carolina (PSOL): 3%
  • Ana Luiza do MLB (UP): 2%
  • Marco Antônio Superman (Novo): 2%
  • Victória Mello Vic (PSTU): 2%
  • Arcanjo Pimenta (MDB): 1%
  • Manoel Carvalho (MDB): 1%
  • Juiz Ramon Moreira (DC): 1%
  • Carlin Moura (Avante): 1%
  • Fidélis Alcântara (UP): 1%
  • Tião Pessoa (PCO): 1%
  • Jordano Metalúrgico (PSTU): 0%
  • Indecisos: 20%
  • Em branco/ nulo/ nenhum: 18%

Pesquisa estimulada - primeira vaga

  • Marília Campos (PT): 18%
  • Aécio Neves (PSDB): 13%
  • Carlos Viana (PSD): 12%
  • Domingos Sávio (PL): 10%
  • Marcelo Aro (PP): 6%
  • Ana Luiza do MLB (UP): 2%
  • Marco Antônio Superman (Novo): 1%
  • Victória Mello Vic (PSTU): 1%
  • Áurea Carolina (PSOL): 1%
  • Arcanjo Pimenta (MDB): 1%
  • Tião Pessoa (PCO): 1%
  • Juiz Ramon Moreira (DC): 1%
  • Carlin Moura (Avante): 0%
  • Fidélis Alcântara (UP): 0%
  • Jordano Metalúrgico (PSTU): 0%
  • Manoel Carvalho (MDB): 0%
  • Em branco/ nulo/ nenhum: 15%
  • Indecisos: 17%

Pesquisa estimulada - segunda vaga

  • Carlos Viana (PSD): 9%
  • Marília Campos (PT): 6%
  • Domingos Sávio (PL): 6%
  • Aécio Neves (PSDB): 6%
  • Áurea Carolina (PSOL): 6%
  • Marcelo Aro (PP): 5%
  • Marco Antônio Superman (Novo): 3%
  • Ana Luiza do MLB (UP): 3%
  • Manoel Carvalho (MDB): 2%
  • Victória Mello Vic (PSTU): 2%
  • Arcanjo Pimenta (MDB): 2%
  • Juiz Ramon Moreira (DC): 2%
  • Carlin Moura (Avante): 2%
  • Fidélis Alcântara (UP): 1%
  • Tião Pessoa (PCO): 1%
  • Jordano Metalúrgico (PSTU): 1%
  • Em branco/ nulo/ nenhum: 21%
  • Indecisos: 23%

Pesquisa espontânea

  • Marília Campos (PT): 3%
  • Carlos Viana (PSD): 3%
  • Marcelo Aro (PP): 2%
  • Domingos Sávio (PL): 1%
  • Áurea Carolina (PSOL): 1%
  • Aécio Neves (PSDB): 1%
  • Outras respostas: 7%
  • Indecisos: 75%
  • Em branco/nulo/nenhum: 7%

Foram entrevistados 1.204 eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 8 e 10 de setembro.

A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número MG-01611/2026.

Por que são duas vagas para o Senado?

Neste ano, o eleitor mineiro precisa votar em dois candidatos ao Senado, e não em apenas um, porque 2026 é o ano em que cada estado e o Distrito Federal renovam duas das suas três cadeiras na Casa.

É por isso que o eleitor vê seis fotos na urna eletrônica ao votar para senador: três ao escolher o primeiro nome e mais três ao escolher o segundo.

Essas pessoas "extras" que aparecem na tela não são outros candidatos a senador, mas sim os suplentes.

Cada candidato ao Senado concorre em uma chapa formada por três pessoas: o titular, o primeiro suplente e o segundo suplente.

Ao votar no titular, o eleitor automaticamente vota também nos dois suplentes dele, que são seus eventuais substitutos.

Os suplentes ganham menos destaque nas campanhas, mas a lei exige que seus nomes apareçam em toda a propaganda eleitoral do candidato titular, ainda que em letras pequenas.

Um suplente assume o mandato de senador quando o titular:

  • se afasta para ocupar cargos como ministro de Estado, governador, prefeito ou embaixador;
  • se licencia por mais de 120 dias, por exemplo para tratar da saúde;
  • morre, renuncia ou perde o mandato por decisão da Justiça Eleitoral (nesses casos, a substituição é definitiva).

Quem assume primeiro é o primeiro suplente. O segundo suplente só entra em cena se o primeiro também não puder exercer o cargo. Cada partido escolhe seu candidato a senador e os dois suplentes durante as convenções partidárias, e essa composição precisa permanecer a mesma até o fim do mandato.

As duas vagas de Minas Gerais no Senado serão preenchidas pelos dois candidatos mais votados no estado em outubro, sem necessidade de segundo turno para esse cargo.

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