Lula e Flávio: senador do PL tem vantagem numerica, mas empata tecnicamente com Lula no segundo turno (Ricardo Stuckert /PL/Flickr)
Repórter de Brasil e Economia
Publicado em 17 de setembro de 2026 às 07h00.
Última atualização em 17 de setembro de 2026 às 08h41.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) e o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparecem tecnicamente empatados em uma eventual disputa de segundo turno, segundo a nova rodada da pesquisa Atlas/Bloomberg, divulgada nesta quinta-feira, 17.
Se o segundo turno fosse hoje, o parlamentar teria 47,2% das intenções de voto contra 46,8% do atual mandatário.
Essa é a segunda vez desde maio deste ano que o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) aparece numericamente à frente de Lula em uma simulação de segundo turno.
Na comparação com a rodada anterior, divulgada no início de setembro, Flávio Bolsonaro marcava 46,4%, enquanto o petista pontuava com 46,2%.
Ambos oscilaram positivamente dentro da margem de erro. Votos brancos, nulos e indecisos somam 6% neste cenário específico, evidenciando uma forte consolidação de votos.
Essa é a primeira pesquisa do instituto divulgada após o julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), que analisou uma possível investigação contra o ministro Alexandre de Moraes por mensagens com oex-banqueiro Daniel Vorcaro. A sessão foi suspensa após um pedido de vista do ministro Flávio Dino.
Quando testado contra outros nomes do campo conservador e de centro-direita, o chefe do Executivo consegue vantagem numérica superior à margem de erro. No embate contra o governador de Minas Gerais, Lula lidera com 46,3% ante os 43,7% de Romeu Zema (Novo).
Em um cenário contra o governador de Goiás, o atual presidente vence por 46% a 41,7% sobre Ronaldo Caiado (PSD). O petista também supera o escritor Augusto Cury (Avante), marcando 45,6% contra 37,8%, e vence o ativista Renan Santos (Missão) por 46,1% a 29,7%.
A pesquisa AtlasIntel entrevistou 5.018 eleitores entre 11 e 16 de setembro, por meio de recrutamento digital aleatório (Atlas RDR). A margem de erro é de 1 ponto percentual, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi contratado por Bloomberg e está registrado no TSE sob o protocolo BR-06221/2026.