Passkeys: como configurar as chaves de acesso que substituem a senha no celular e no computador (Getty Images)
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Publicado em 17 de setembro de 2026 às 17h00.
RESUMO | Passkeys são credenciais criptográficas que substituem senhas tradicionais por biometria ou PIN, eliminando riscos de phishing e vazamento. O padrão já funciona em iPhone, Android, Windows e nos principais navegadores. A migração exige registrar a chave de acesso em pelo menos dois dispositivos e manter métodos alternativos de login ativos durante a transição para evitar perda de acesso.
As passkeys substituem a senha tradicional por um par de chaves criptográficas vinculadas ao dispositivo do usuário. Em vez de digitar uma combinação de caracteres, o login acontece com biometria — Face ID, impressão digital, Windows Hello — ou com o PIN do aparelho. A chave privada nunca sai do dispositivo, o que elimina os riscos de phishing, vazamento em servidores e reutilização de credenciais. O padrão FIDO2/WebAuthn já tem suporte nativo em iOS, Android, Windows 11 e nos navegadores Chrome, Safari, Edge e Firefox. O ponto crítico da transição é o backup: quem registra a passkey em um único aparelho e o perde fica sem acesso.
Quando o usuário cria uma passkey, o sistema gera duas chaves criptográficas. A chave pública fica registrada no servidor do serviço. A chave privada fica armazenada no dispositivo ou em um gerenciador de senhas. No momento do login, o servidor envia um desafio criptográfico, e o aparelho responde com a chave privada após o desbloqueio por biometria ou PIN. Nenhuma senha é digitada, copiada ou transmitida.
Cada passkey é exclusiva para um site e um dispositivo. O navegador e o sistema operacional verificam o domínio antes de liberar o uso da credencial, o que impede golpes que simulam páginas falsas. Em comparação com autenticação de dois fatores por SMS ou app de código, a passkey oferece proteção superior contra interceptação e engenharia social.
No Android, o Google Password Manager sincroniza passkeys entre aparelhos vinculados à mesma conta. Desde 2026, o sistema também permite transferir credenciais entre gerenciadores — Google, 1Password, Bitwarden, Dashlane — sem exportar arquivos.
Se um QR code aparecer pedindo para usar outro dispositivo, clique em Voltar no popover e escolha a opção para usar o aparelho em que você está.
As passkeys da Apple ficam armazenadas no iCloud Keychain e se sincronizam entre dispositivos com a mesma Apple ID. Antes de criar uma:
A credencial estará disponível nos outros dispositivos Apple em cerca de um minuto. A Apple não tem um botão central para criar passkeys — cada serviço oferece a opção nas próprias configurações de segurança.
A principal causa de bloqueio com passkeys é a falta de redundância. Registrar a credencial em um único dispositivo e perdê-lo significa depender do fluxo de recuperação de conta — que nem sempre é rápido.
Por isso, registrar passkeys em pelo menos dois dispositivos confiáveis (celular e notebook, por exemplo) e usar um gerenciador de senhas que sincronize credenciais entre plataformas diferentes já resolve o problema.
Manter métodos alternativos ativos durante a transição — autenticação de dois fatores, códigos de recuperação ou chave de segurança física — também evita surpresas. A recomendação é desativar esses métodos só após testar o login com passkey em mais de um aparelho e em mais de um navegador.
Cada plataforma tem seu caminho de recuperação. No Google, é possível remover a passkey de um dispositivo perdido acessando a conta por outro aparelho. Na Apple, basta fazer login em um novo dispositivo com a mesma Apple ID para restaurar o acesso via iCloud Keychain. Na Microsoft, os códigos de recuperação da conta e o app Microsoft Authenticator funcionam como alternativa.
Para quem usa iPhone e computador com Windows — ou qualquer combinação entre sistemas diferentes —, um gerenciador de senhas resolve o problema de sincronização entre plataformas. Os mais recomendados por cobertura e testes independentes em 2026:
Alguns problemas que podem acontecer na configuração das passkeys são: