Bloqueio remoto de celular: como proteger dados pessoais e bancários em caso de roubo no Android e no iPhone (AntonioGuillem/Getty Images)
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Publicado em 8 de julho de 2026 às 12h02.
O Brasil registrou 917.748 roubos e furtos de celulares em 2024, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, uma média de dois casos por minuto. A taxa de recuperação é de cerca de 8%, o que torna o bloqueio remoto a principal defesa dos dados da vítima.
Além dos métodos nativos de modelos Android e iOS, o programa Celular Seguro do Governo Federal oferece formas de travar o aparelho à distância em poucos minutos, antes que o criminoso consiga acessar aplicativos bancários ou informações pessoais.
Em aparelhos comprados a partir de dezembro de 2025, a proteção contra roubo já vem ativada de fábrica. Para celulares anteriores com Android 10 ou superior, a ativação é manual:
O bloqueio remoto exige um número de telefone verificado. Se o número ainda não estiver validado, o próprio sistema solicita a verificação durante a ativação.
Acesse android.com/lock de qualquer navegador — celular, computador ou tablet. Digite o número de telefone associado ao aparelho perdido e, se tiver configurado, responda à pergunta de segurança. O sistema trava a tela do dispositivo assim que ele se conectar à internet.
Para localizar, apagar dados ou emitir um som no aparelho, acesse android.com/find e faça login com a conta Google vinculada ao celular. As opções incluem Proteger dispositivo (bloqueia e exibe mensagem na tela) e Limpar dispositivo (apaga todos os dados de forma irreversível).
No iPhone, o recurso equivalente é o Buscar (Find My), que precisa estar ligado antes do roubo para funcionar:
Modelos com iOS 15 ou posterior permitem que o iPhone seja localizado mesmo desligado ou sem internet, por meio da rede de dispositivos Apple.
Acesse icloud.com/find de qualquer navegador e faça login com o ID Apple. Não é necessário código de verificação — o acesso funciona mesmo que o iPhone roubado seja o único dispositivo de confiança. Selecione o aparelho e escolha entre:
Outra opção é usar o app Buscar no dispositivo de um familiar que participe do mesmo grupo de Compartilhamento Familiar.
O Celular Seguro é um programa do Ministério da Justiça e Segurança Pública que funciona como um comando centralizado de bloqueio. Ao emitir um alerta pelo app ou pelo site celularseguro.mj.gov.br, o sistema notifica operadoras e instituições financeiras parceiras ao mesmo tempo e suspende o chip, bloqueia o IMEI e congela o acesso a aplicativos bancários.
O programa oferece duas modalidades:
Não é necessário ter baixado o app antes do roubo. A vítima pode acessar o site com login gov.br a partir de qualquer dispositivo, única informação que deve bater é o CPF do login, que deve ser o mesmo do titular da linha telefônica.
O sistema também permite cadastrar uma pessoa de confiança — um familiar ou amigo que pode emitir o alerta de bloqueio em nome da vítima, caso ela esteja sem acesso a outro aparelho.
O bloqueio do IMEI pela operadora impede que o aparelho se conecte a qualquer rede móvel no país. Para solicitar, procure o CPF do titular da linha e ligue de outro telefone:
O IMEI não é obrigatório para o bloqueio, mas agiliza o processo. Para descobri-lo antes que o aparelho seja levado, digite *#06# no teclado de discagem e anote o código de 15 dígitos em outro lugar seguro. O número também aparece na caixa do produto e na nota fiscal.
Seu principal objetivo deve ser proteger os dados antes que o criminoso consiga acessá-los:
O bloqueio do IMEI impede o uso em redes móveis, mas não desativa o aparelho por completo. Com acesso a Wi-Fi, o criminoso ainda pode tentar abrir aplicativos. Por isso, a combinação do bloqueio remoto pelo sistema operacional com o alerta no Celular Seguro é a forma mais eficaz de inutilizar o dispositivo.