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Essa é a graduação favorita de quem sonha em entender os rumos da economia

Formado em Economia está entre os 6% mais bem pagos do país, mostram dados do CAGED/MTE

 (Imagem gerada por IA/Exame)

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Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 17 de setembro de 2026 às 17h02.

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Em um cenário de juros ainda elevados, câmbio volátil e decisões de política monetária que mexem no bolso de qualquer empresa, o economista virou um dos profissionais mais disputados do mercado de trabalho brasileiro.

Segundo dados do CAGED/MTE compilados pelo Portal Salário, a categoria registrou aumento de 19,49% no volume de contratações entre agosto de 2025 e julho de 2026, com 999 admissões no período.

O salário acompanha essa demanda. A remuneração média do economista no Brasil é de R$ 9.210,05, o que coloca a profissão entre o top 6% em salário típico e o top 12% em formação exigida de um ranking de mais de 2.600 ocupações monitoradas pelo Portal Salário. No topo da carreira, o teto chega a R$ 16.846,25 mensais.

A graduação em Economia prepara o profissional para interpretar indicadores como inflação, juros e câmbio, e transformar esses dados em diagnóstico e decisão.

Mais do que gráficos e modelos matemáticos, o curso ensina a entender por que os preços sobem, como o governo financia seus gastos e o que move o capital entre países, habilidades que abrem portas em bancos, consultorias, órgãos públicos e empresas de todos os portes.

O currículo que forma quem lê o mercado antes dele acontecer

A grade de um curso de Economia inclui temas como:

  • Macroeconomia e política monetária
  • Microeconomia e teoria dos preços
  • Econometria e métodos quantitativos
  • Economia internacional e câmbio
  • Finanças públicas e orçamento

Essas disciplinas formam a base para que o economista compreenda desde a lógica por trás de uma decisão do Banco Central até o impacto de uma crise cambial no exterior sobre a inflação brasileira.

O mercado de 2026 exige do economista raciocínio analítico, domínio de dados e capacidade de comunicar cenários complexos em linguagem simples. Cursos mais atualizados já incorporam disciplinas de ciência de dados, programação estatística e inteligência artificial aplicada a modelos econômicos, preparando o aluno para um mercado cada vez mais orientado por dados.

O perfil mais recorrente do economista contratado hoje tem 34 anos e é predominantemente formado por mulheres, que já representam 49,7% das contratações no período mais recente, um avanço de 7 pontos percentuais em relação ao ano anterior.

Onde o economista encontra as melhores oportunidades

O egresso de um curso de Economia pode seguir diferentes caminhos dentro do mercado, como:

  • Analista econômico em bancos e gestoras
  • Consultor de política pública e órgãos governamentais
  • Pesquisador em institutos e centros de estudos
  • Especialista em comércio exterior e economia internacional
  • Analista de risco e inteligência de mercado

São Paulo aparece como a cidade com mais contratações para a categoria no país, concentrando a maior oferta de vagas entre bancos, gestoras de investimento e consultorias.

Um mercado que segue em transformação

Apesar da alta demanda, o mercado de trabalho para economistas também vive um momento de ajuste. O saldo entre admissões e desligamentos no período foi negativo em 14 postos, com uma rotatividade de 49,7%, o que indica um mercado dinâmico, em que a reposição de vagas acontece com frequência.

O salário do economista também cresceu 33,7% desde 2020, acompanhando a valorização de profissionais capazes de transformar dados em estratégia em um ambiente de juros altos e maior exigência por eficiência nas empresas.

Nesse contexto, a formação sólida em teoria econômica, aliada à familiaridade com ferramentas quantitativas, se torna cada vez mais decisiva para quem quer se destacar em um mercado que segue competitivo e, ao mesmo tempo, aberto a quem sabe interpretar seus sinais.

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