Tecnologia

Brasil alcança 8º lugar de ranking da OCDE sobre digitalização de governos

País supera avaliação anterior de 0,79 e atinge média de 0,70 no Índice de Governo Digital da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico

Brasil: país alcança novo marco em ranking da OCDE (Rafael Henrique/SOPA Images/Getty Images)

Brasil: país alcança novo marco em ranking da OCDE (Rafael Henrique/SOPA Images/Getty Images)

Maria Eduarda Cury
Maria Eduarda Cury

Colaboradora

Publicado em 13 de março de 2026 às 11h05.

Última atualização em 24 de março de 2026 às 11h15.

Pouco menos de um mês após o Brasil entrar no top 10 do Índice de Governo Digital da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o país atingiu um feito histórico ao alcançar a oitava posição da lista que avalia a eficácia de políticas digitais em governos ao redor do mundo.

Na edição mais recente do levantamento, o Brasil recebeu 0,70 ponto. O ranking analisa 41 países e mostra o avanço do país em iniciativas voltadas à digitalização do setor público. Com isso, o Brasil ficou à frente de mercados relevantes, como Canadá e Reino Unido.

Segundo o governo, o desempenho reflete a ampliação de políticas ligadas à abertura de dados e ao acesso a informações públicas. Em nota oficial, o ministro da Controladoria-Geral da União, Vinicius Marques de Carvalho, afirmou que o resultado reforça a agenda de transparência e de governo aberto.

O índice da OCDE mede critérios como disponibilidade, acessibilidade e reaproveitamento de dados. No item disponibilidade de dados, o Brasil marcou 0,78; em acessibilidade, chegou a 0,74; e, em suporte ao reúso, teve 0,57, acima da média da OCDE, de 0,40.

Além do resultado no ranking, o governo prepara mudanças na área de segurança digital. O Instituto Nacional de Tecnologia da Informação, o ITI, decidiu incluir algoritmos criptográficos, códigos de proteção de dados, na ICP-Brasil, infraestrutura usada nos certificados digitais do país.

Na prática, a medida deve afetar ferramentas como a assinatura eletrônica do gov.br. A instrução normativa publicada no Diário Oficial da União prevê que essas mudanças comecem a chegar no primeiro semestre de 2026.

Outro destaque citado pelo governo é o Portal Brasileiro de Dados Abertos. Em 2025, a plataforma reunia mais de 15 mil conjuntos de dados e tinha mais de 100 mil usuários cadastrados. A base é uma das principais vitrines da estratégia brasileira de ampliar o acesso público a informações do Estado.

Avanço digital vira vitrine para o governo

O Brasil também participa da Open Government Partnership, a OGP, iniciativa internacional voltada a transparência e responsabilidade pública, como copresidente ao lado de outros países. O grupo reúne 72 nações e discute regras de abertura de dados e controle social na era digital.

O resultado da OCDE ajuda o governo a mostrar avanço em uma área que ganhou peso nos últimos anos: a digitalização de serviços públicos e o uso de dados para melhorar políticas públicas. Para o cidadão, isso significa um Estado mais presente em canais online, com mais documentos, serviços e consultas disponíveis pela internet.

Em resumo: o Brasil melhorou sua posição em um dos principais rankings de governo digital do mundo e tenta agora transformar esse avanço em mais serviços online, mais segurança e maior acesso a dados públicos.

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