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Segunda temporada de 'Heated Rivalry' ganha data de estreia

Produzida pela Crave e exibida pela HBO Max, a série de romance entre jogadores de hóquei é um fenômeno de público

Hudson Williams e Connor Storrie: atores interpretam, respectivamente, Shane Hollander e Ilya Rozanov em 'Heated Rivalry' (Crave/HBO Max/Reprodução)

Hudson Williams e Connor Storrie: atores interpretam, respectivamente, Shane Hollander e Ilya Rozanov em 'Heated Rivalry' (Crave/HBO Max/Reprodução)

Paloma Lazzaro
Paloma Lazzaro

Estagiária de jornalismo

Publicado em 26 de fevereiro de 2026 às 14h55.

A segunda temporada de "Heated Rivalry" tem previsão de estreia para abril de 2027, segundo o criador da série, Jacob Tierney. As gravações estão previstas para começar em agosto deste ano.

A informação foi divulgada durante entrevista ao programa CBS Mornings, nesta quinta-feira, 26, em que Tierney apareceu ao lado do produtor executivo Brendan Brady.

"Haverá mais 'Heated Rivalry' nas suas TVs o mais rápido humanamente possível", afirmou Tierney à apresentadora Gayle King durante a entrevista, aconselhando os fãs a "aproveitarem a espera" até que os novos episódios cheguem.

Baseada na série de livros "Game Changers", da escritora Rachel Reid, a produção acompanha Shane Hollander (Hudson Williams) e Ilya Rozanov (Connor Storrie), dois dos maiores astros de um campeonato fictício de hóquei no gelo.

A série é produzida pelo canal canadense Crave e transmitida nos Estados Unidos e no Brasil pela HBO Max.

Após a explosão na popularidade da trama de romance, a primeira temporada de Heated Rivalry acumulou impressionantes 9 milhões de espectadores por episódio na HBO Max.

Mesmo sem figurar entre os maiores sucessos absolutos de audiência do streaming no último ano, a produção teve um crescimento vertiginoso em poucas semanas. Isso é raro no momento atual da indústria televisiva, dominada por grandes lançamentos de títulos já atrelados a obras de sucesso.

Como 'Heated Rivalry' foi criada?

A série foi criada, escrita e dirigida por Jacob Tierney a partir do romance homônimo de Rachel Reid, parte da série literária "Game Changers". A saga de romance LGBT+ é conhecida por seu tom explícito e conquistou jovens leitores.

Tierney conta que a ideia surgiu durante a pandemia, quando "devorou" os livros sem imaginar, a princípio, uma adaptação para a TV.

“Eu pensava: ‘Isso é explícito demais, como colocar isso na televisão?’”, disse Tierney à Variety. A virada veio quando ele percebeu o potencial da história como propriedade intelectual. “Talvez isso seja algo que realmente mova o ponteiro”, afirmou.

O projeto foi levado ao streaming Crave, que abraçou a proposta mesmo diante do conteúdo sexual explícito.

“Todo mundo achou os roteiros incríveis”, afirmou Justin Stockman, vice-presidente de conteúdo da Bell Media, proprietária do serviço. “E alguém disse: ‘É picante! Não há muito disso na TV hoje’”, disse à Variety.

A HBO Max entrou no projeto apenas nove dias antes da estreia da série. O serviço de streaming correu para adquirir os direitos e praticamente não teve tempo de estruturar uma campanha promocional robusta.

A emissora não é novata em produções com conteúdo explícito. Ainda assim, apostar às pressas em um título que, até então, não tinha grande reconhecimento do público, foi um tiro no escuro — que acabou acertando em cheio.

O sucesso improvável da série

Lançada no fim de novembro do ano passado com pouca divulgação, "Heated Rivalry" começou modestamente: cerca de 30 milhões de minutos assistidos em sua semana de estreia nos EUA, segundo a plataforma de dados Luminate.

Em menos de um mês, esse número saltou para mais de 324 milhões de minutos, um crescimento de mais de dez vezes.

“É altamente incomum”, disse Tyler Aquilina, analista da Luminate, ao New York Times. “É raro uma série crescer desse jeito.”

Na HBO Max, a série se tornou o maior título adquirido não animado desde o lançamento da plataforma, segundo dados divulgados pelo Hollywood Reporter, com a média de 9 milhões de espectadores por episódio nos Estados Unidos.

Ainda assim, o sucesso não apareceu nos famosos rankings da Nielsen, especialista em mediação de audiência. O motivo para isso é a série ser classificada como “adquirida”, uma categoria dominada por produções com centenas de episódios, como "Grey’s Anatomy".

A produção já foi renovada para a segunda temporada, anunciada em dezembro. A próxima etapa da série mantém a liberdade criativa de Tierney e da produtora Accent Aigu Entertainment.

O criador garante cautela. “Não quero lançar uma segunda temporada apressada só porque a série é popular”, afirmou à Variety.

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