Pop

John Lennon de IA? Novo documentário terá apoio da Meta, diz diretor

Documentário sobre a última entrevista de John Lennon e Yoko Ono vai ter imagens criadas por inteligência artificial

O beatle John Lennon, morto nos anos 80 por Mark Chapman. (Michael Putland/Getty Images)

O beatle John Lennon, morto nos anos 80 por Mark Chapman. (Michael Putland/Getty Images)

Maria Eduarda Lameza
Maria Eduarda Lameza

Estagiária de jornalismo

Publicado em 6 de maio de 2026 às 06h11.

Tudo sobreCinema
Saiba mais

O diretor Steven Soderbergh afirmou que cerca de 10% de seu novo documentário sobre John Lennon utiliza cenas geradas por inteligência artificial.

A produção aborda a última entrevista do músico, realizada em 8 de dezembro de 1980, ao lado de sua esposa Yoko Ono, horas antes de sua morte em Nova York. Segundo o diretor, a tecnologia foi aplicada em trechos em que o casal discute temas abstratos. O objetivo foi criar imagens “metafóricas” para complementar o áudio original.

As declarações foram feitas em entrevista concedida do portal americano Deadline.

Soderbergh declarou que o uso de IA não busca substituir o trabalho humano, mas funcionar como recurso semelhante a efeitos visuais e imagens geradas por computador.

A produção contou com apoio da Meta, que forneceu tecnologia após acordo para testar ferramentas em desenvolvimento. O diretor também consultou Sean Ono Lennon, filho do artista, sobre o uso da tecnologia. Segundo ele, Lennon teria interesse em explorar novos recursos tecnológicos.

IA em Hollywood

O uso de inteligência artificial no audiovisual tem gerado reações divergentes na indústria do cinema.

Na última semana, a Academia do Oscar atualizou suas regras, exigindo que performances elegíveis a premiação sejam “comprovadamente realizadas por humanos com consentimento”.

Um exemplo desse debate é o Credo 23 Film Festival, iniciativa da atriz e diretora Justine Bateman para excluir o uso de inteligência artificial e valorizar produções feitas por humanos.

Segundo o portal Hollywood Reporter, o festival marca mais um passo da atriz e diretora na tentativa de estruturar um ecossistema voltado a obras desenvolvidas sem o uso de IA, com foco no trabalho criativo humano.

Realizado pela segunda vez em Hollywood, o festival se posiciona de forma crítica ao uso de inteligência artificial na produção audiovisual. A proposta central é que ferramentas de IA generativa não devem fazer parte do processo criativo, sob o argumento de que operam a partir de obras pré-existentes.

O evento conta com apoio de empresas como a Kodak e reúne produções com estética mais independente, próxima de projetos iniciais do circuito de festivais.

Acompanhe tudo sobre:The BeatlesFilmesCinemaInteligência artificial

Mais de Pop

Conto premiado na Inglaterra gera suspeita de ter sido escrito por IA

'O Mandaloriano e Grogu' funciona sem a série? Veja o que saber antes de assistir o filme

‘O Mandaloriano e Grogu’: novo filme de ‘Star Wars’ tem cena pós-créditos?

Rock in Rio 2026 deve movimentar R$ 3,36 bilhões na economia do Brasil