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Rock in Rio 2026 deve movimentar R$ 3,36 bilhões na economia do Brasil

Valor representa crescimento em relação aos R$ 2,65 bilhões registrados na edição de 2017, segundo um levantamento da FGV

Rock in Rio 2026: veja as novidades do festival de música (Lais Fonseca/Exame)

Rock in Rio 2026: veja as novidades do festival de música (Lais Fonseca/Exame)

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 21 de maio de 2026 às 20h09.

Última atualização em 21 de maio de 2026 às 20h13.

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A menos de quatro meses para o início dos shows, o Rock in Rio já promete agitar não apenas a vida cultural da cidade maravilhosa, como também a economia do Brasil na edição de 2026. As informações foram divulgadas durante coletiva realizada no escritório da Rock World.

Segundo projeção da Fundação Getulio Vargas (FGV), o festival de música deve gerar impacto econômico de R$ 3,36 bilhões no país. O valor representa crescimento em relação aos R$ 2,65 bilhões registrados na edição de 2017.

O levantamento mostra que mais de 30 mil profissionais devem atuar diretamente na realização do evento. A previsão inclui 22,8 mil empregos diretos e 11,1 mil indiretos, totalizando 33,9 mil postos de trabalho ligados à operação da Cidade do Rock.

O levantamento aponta ainda que, para cada R$ 1 investido na realização do festival, R$ 6,59 são movimentados na economia brasileira.

Novas atrações em 2026

Rock in Rio: festival de música é um dos maiores eventos culturais do Brasil. Foto: Lais Fonseca/EXAME

A organização do Rock in Rio anunciou novos detalhes da edição de 2026, incluindo atrações dos palcos Supernova e Global Village e a projeção de impacto econômico de R$ 3,36 bilhões, segundo estudo da FGV.[/grifar]

Os dois espaços somarão 49 apresentações ao longo dos sete dias de programação na Cidade do Rock. O palco Supernova, realizado em parceria com o Filtr Music Brasil, reunirá artistas da música brasileira e nomes já conhecidos do público em novos formatos de apresentação. Já o Global Village terá sua segunda edição com foco em diversidade cultural, reunindo diferentes estilos musicais, tradições e referências do Brasil e de outros países.

“O Rock in Rio sempre foi sobre encontro. Encontro de pessoas, de culturas e de gerações vivendo em harmonia em um só lugar. Quando temos um estudo projetando R$ 3,36 bilhões movimentados na economia, não estamos falando apenas de um número impressionante. Estamos falando de uma cidade inteira que se prepara, se transforma e vive o festival junto com a gente. É o vendedor ambulante, o taxista, o hotel, o pequeno empreendedor, o artista, os milhares de profissionais que fazem essa engrenagem acontecer", declara Roberto Medina, presidente e criador da Rock World.

E acrescenta: "O mais impressionante, fazemos isso há mais de 40 anos, e a cada edição conseguimos aumentar mais este impacto. É especial demais perceber que, mais de 40 anos depois, o Rock in Rio continua gerando impacto muito além da música. O festival acontece dentro da Cidade do Rock, mas seus efeitos se espalham pelo Rio inteiro e acabam alcançando o Brasil de uma forma muito poderosa. O que faremos este ano surpreenderá mais uma vez.” comenta Roberto Medina, presidente e criador da Rock World.

DNA carioca

Os anúncios desta quinta-feira, 21, também incluíram iniciativas voltadas à integração do festival com a cidade do Rio de Janeiro. Entre as confirmações estão o retorno da Babilônia Feira Hype, evento ligado à cena criativa carioca, e a ampliação do projeto Viva o Rio com Rock in Rio, que prevê experiências e benefícios para o público ao longo do ano.

Na coletiva de imprensa, os organizadores também apresentaram informações sobre o serviço Primeira Classe, voltado ao transporte do público com foco em praticidade e deslocamento até a Cidade do Rock. Outra novidade foi o lançamento do Feat Rock in Rio, comunidade oficial do festival no Instagram. A proposta reúne fãs, criadores de conteúdo, artistas e parceiros em publicações colaborativas feitas em tempo real.

“Estamos entrando na reta final dos anúncios do Rock in Rio 2026 e já podemos ver a ansiedade tomando conta do público. A poucos dias da venda geral de ingressos, queremos que os fãs já comecem a sentir o clima do festival, se preparando para viver mais uma edição histórica, repleta de novidades, experiências e encontros inesquecíveis dentro e fora da Cidade do Rock”, afirma Ana Deccache, diretora de Marketing da Rock World.

Quando serão os shows do Rock in Rio 2026?

O Rock in Rio ocorrerá nos dias 4, 5, 6, 7, 11, 12 e 13 de setembro na Cidade do Rock, localizada no Parque Olímpico da Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.

Quais atrações foram confirmadas até agora?

Entre os artistas confirmados recentemente pelo Rock in Rio estão Machine Gun Kelly, Bad Omens, Poppy, The Hives e Nova Twins, reforçando a programação dos dias voltados ao rock no festival.

Os nomes passam a integrar a lista de atrações já anunciadas para a edição de 2026. O Foo Fighters será o principal show do dia 4 de setembro, enquanto Avenged Sevenfold e Bring Me The Horizon lideram a programação de 5 de setembro.

Foo Fighters foi confirmado como headliner de 4 de setembro, enquanto Avenged Sevenfold e Bring Me The Horizon comandarão o line-up do dia seguinte.

As novas confirmações ampliam a presença de artistas ligados ao rock alternativo, metalcore, punk e indie dentro da programação da Cidade do Rock.

Os anúncios reforçam a estratégia do festival de concentrar diferentes vertentes do rock em datas específicas da programação de 2026.
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