'Michael': cinebiografia se encaminha para ser o maior lançamento recente do gênero (Glen Wilson / Lionsgate)
Publicado em 24 de abril de 2026 às 14h49.
A cinebiografia "Michael", sobre a vida do Rei do Pop, estreou com força ao redor do mundo nesta quinta-feira, 23.
Só no dia de abertura internacional, o filme arrecadou US$ 18,5 milhões (R$ 92,98 milhões), sendo US$ 16,6 milhões na quarta-feira, 22, e US$ 1,9 milhão em sessões de pré-estreia na terça, 21, de acordo com a Variety.
Nos EUA, o filme arrecadou entre US$ 12 milhões e US$ 13,5 milhões, segundo o The Hollywood Reporter, resultado comparável ao de grandes eventos cinematográficos como "Duna: Parte II" e "Oppenheimer".
O filme, dirigido por Antoine Fuqua ("Dia de Treinamento") e distribuído pela Lionsgate na América do Norte e pela Universal nos mercados internacionais, estreou simultaneamente em 82 países.
As projeções para o fim de semana de estreia completo, já incluindo os EUA, apontam para um total global de até US$ 155 milhões: entre US$ 65 milhões e US$ 75 milhões (ou mais) apenas no mercado americano, e entre US$ 75 milhões e US$ 80 milhões nos demais mercados.
Se confirmado, o resultado final nos EUA sozinho já superaria o recorde histórico de abertura para uma biografia musical, desbancando "Straight Outta Compton: A História do N.W.A." (US$ 60,2 milhões) e "Bohemian Rhapsody" (US$ 55 milhões).
Segundo projeções publicadas pelo portal Deadline, o longa deve arrecadar entre US$ 55 milhões e US$ 60 milhões (R$ 301 milhões) apenas no fim de semana de estreia nos Estados Unidos.
O desempenho internacional surpreendeu até os mais otimistas. Os destaques da quarta-feira foram:
Esses bons resultados vêm após um processo de produção marcado por atrasos, mudanças no roteiro e refilmagens. O longa teve o cronograma alterado depois que uma cláusula contratual impediu a inclusão de um dos trechos centrais da narrativa.
O roteiro original previa abordar a investigação de 1993 sobre acusações de abuso sexual contra Michael Jackson. Após as filmagens, os advogados do espólio identificaram uma cláusula em acordo com Jordan Chandler que proíbe sua representação em obras audiovisuais. Chandler acusou o "Rei do Pop" de abuso em 1999, quando tinha 13 anos de idade. Seu pai, Evan Chandler, conseguiu um acordo de US$ 15 milhões sem condenação criminal.
A descoberta levou à retirada completa dessas cenas. O terceiro ato foi descartado e reescrito, eliminando qualquer menção direta ao caso.
As mudanças exigiram 22 dias adicionais de gravações. O processo adicionou entre US$ 10 milhões e US$ 15 milhões ao orçamento, estimado em US$ 155 milhões.
O lançamento também foi adiado. Inicialmente previsto para abril de 2025, o filme passou por novas datas até chegar à estreia em 2026 .
A versão que será lançada nesta semana prioriza a trajetória artística do cantor, desde o Jackson 5 até o sucesso solo. O desfecho se concentra na turnê “Bad”, retratando o artista em um momento de destaque na carreira, sem abordar diretamente as controvérsias judiciais.
Dirigido por Antoine Fuqua, o longa acompanha a trajetória de Jackson desde os tempos do Jackson 5 até sua ascensão como ícone pop mundial. No papel principal está Jaafar Jackson, sobrinho do cantor, em sua estreia no cinema.
Além da forte expectativa de público, o projeto também se apoia no apelo emocional e nostálgico da carreira do artista. A promessa é revisitar performances icônicas e momentos marcantes da vida pessoal, o que pode ampliar o alcance do filme para além dos fãs mais fiéis.
Outro fator que pesa a favor é o histórico recente de cinebiografias musicais de sucesso. Produções como “Bohemian Rhapsody” mostraram que o gênero ainda tem grande força comercial, especialmente quando aliado a figuras de impacto global.