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'Michael' estreia nesta semana; relembre as polêmicas que atrasaram o filme

Filme chega aos cinemas nesta quinta-feira, 23, após refilmagens, custo extra de até US$ 15 milhões e retirada de trechos polêmicos

'Michael': cinebiografia do maior atro do pop chega aos cinemas nesta quinta-feira (Glen Wilson / Lionsgate)

'Michael': cinebiografia do maior atro do pop chega aos cinemas nesta quinta-feira (Glen Wilson / Lionsgate)

Maria Eduarda Lameza
Maria Eduarda Lameza

Estagiária de jornalismo

Publicado em 21 de abril de 2026 às 12h16.

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A cinebiografia “Michael” estreia nos cinemas nesta quarta-feira, 23, após um processo de produção marcado por atrasos, mudanças no roteiro e refilmagens. O longa teve o cronograma alterado depois que uma cláusula contratual impediu a inclusão de um dos trechos centrais da narrativa.

O roteiro original previa abordar a investigação de 1993 sobre acusações de abuso sexual contra Michael Jackson. Após as filmagens, os advogados do espólio identificaram uma cláusula em acordo com Jordan Chandler que proíbe sua representação. Chandler acusou o "Rei do Pop" de abuso em 1999, quando tinha 13 anos de idade. Seu pai, Evan Chandler, conseguiu um acordo de US$ 15 milhões sem condenação criminal.

A descoberta levou à retirada completa dessas cenas. O terceiro ato foi descartado e reescrito, eliminando qualquer menção direta ao caso.

Refilmagens elevaram custos

As mudanças exigiram 22 dias adicionais de gravações. O processo adicionou entre US$ 10 milhões e US$ 15 milhões ao orçamento, estimado em US$ 155 milhões .

O lançamento também foi adiado. Inicialmente previsto para abril de 2025, o filme passou por novas datas até chegar à estreia em 2026 .

A versão que será lançada nesta semana prioriza a trajetória artística do cantor, desde o Jackson 5 até o sucesso solo. O desfecho se concentra na turnê “Bad”, retratando o artista em um momento de destaque na carreira, sem abordar diretamente as controvérsias judiciais.

Recorde da categoria de cinebiografias musicais

Segundo projeções publicadas pelo portal Deadline, o longa deve arrecadar entre US$ 55 milhões e US$ 60 milhões apenas no fim de semana de estreia nos Estados Unidos.

Se a previsão se confirmar, o filme pode superar o recorde atual de abertura para cinebiografias musicais, consolidando-se como um dos maiores lançamentos do gênero nos últimos anos.

Sobre o que é o filme?

Dirigido por Antoine Fuqua, o longa acompanha a trajetória de Jackson desde os tempos do Jackson 5 até sua ascensão como ícone pop mundial. No papel principal está Jaafar Jackson, sobrinho do cantor, em sua estreia no cinema.

Além da forte expectativa de público, o projeto também se apoia no apelo emocional e nostálgico da carreira do artista. A promessa é revisitar performances icônicas e momentos marcantes da vida pessoal, o que pode ampliar o alcance do filme para além dos fãs mais fiéis.

Outro fator que pesa a favor é o histórico recente de cinebiografias musicais de sucesso. Produções como “Bohemian Rhapsody” mostraram que o gênero ainda tem grande força comercial, especialmente quando aliado a figuras de impacto global.

Veja o trailer do filme:

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