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Lucro da Petrobras (PETR4) sobe 48% no 3º tri, para R$ 46,1 bilhões

Resultado fica acima das projeções de analistas, mas cai na comparação trimestral; distribuição de dividendos chega a R$ 43,7 bilhões

Petrobras (PETR4): companhia tem queda no lucro na comparação trimestral (Germano Lüders/Exame)

Petrobras (PETR4): companhia tem queda no lucro na comparação trimestral (Germano Lüders/Exame)

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Beatriz Quesada

3 de novembro de 2022, 20h20

A Petrobras (PETR3/PETR4) teve um lucro líquido de R$ 46 bilhões no segundo trimestre, alta de 48% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado veio acima do resultado esperado pelo consenso de analistas medido pela Refinitiv, que estimava um lucro de 43,37 bilhões de reais.

Como esperado, no entanto, houve redução na comparação trimestral, com o lucro caindo 15,2% frente aos R$ 54,3 bilhões registrados no segundo trimestre do ano passado. O saldo foi prejudicado pela queda do preço do petróleo Brent – usado como referência pela petroleira. Os preços da commodity recuaram 23,6% no período.

“Esse resultado é explicado principalmente pela desvalorização do Brent, além de ausência de ganho de R$ 14,2 bilhões referente ao acordo de coparticipação em Sépia e Atapu ocorrido no segundo trimestre”, avalia a companhia no release de resultados.

Já a receita líquida da companhia cresceu 39,9%, na comparação anual, somando R$ 170,1 bilhões. O montante, no entanto, ficou praticamente estável em comparação ao segundo trimestre, quando a receita foi de R$ 170,9 bilhões.

O lucro bruto foi de R$ 86,83 bilhões, alta de 45% ante o mesmo período de 2021. Frente ao segundo trimestre, no entanto, o indicador apresentou uma queda de 9%.

Os efeitos também foram sentidos no Ebitda [principal indicador de caixa operacional da companhia]. 

No terceiro trimestre, o Ebitda ajustado foi de R$ 91,4 bilhões, alta de 50,5% frente ao mesmo período do ano passado, porém com uma queda de 7% na comparação trimestral. Além da desvalorização do Brent, o indicador sofreu com “menores vendas no mercado externo em virtude do aumento das exportações em andamento”.

Dividendos bilionários

Mais cedo, a companhia confirmou em fato relevante, que o conselho de administração aprovou o pagamento de dividendos de R$ 43,684 bilhões referentes ao resultado do terceiro trimestre. Serão pagos R$ 3,3489 por ação preferencial e ordinária.

O valor é pouco menos da metade dos dividendos históricos pagos no trimestre passado, que somaram R$ 88 bilhões e levaram a companhia a ser a maior pagadora de dividendos do mundo no período.

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