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Scaloni minimiza rivalidade de Argentina e Inglaterra: 'é um jogo de futebol e nada mais'

O duelo carrega décadas de rivalidade entre as duas nações e um dos principais motivos é a Guerra das Malvinas, em 1982

Lionel Scaloni: o duelo tem peso histórico para os dois países (JUAN MABROMATA / AFP)

Lionel Scaloni: o duelo tem peso histórico para os dois países (JUAN MABROMATA / AFP)

Alan Favaron
Alan Favaron

Colaborador

Publicado em 13 de julho de 2026 às 23h06.

Última atualização em 14 de julho de 2026 às 11h00.

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A Argentina está novamente entre as quatro melhores seleções da Copa do Mundo e terá pela frente um dos confrontos mais emblemáticos da história do país. Na semifinal, os argentinos encaram a Inglaterra, em um duelo que vai além das quatro linhas e carrega décadas de rivalidade entre as duas nações.

O principal motivo para o peso histórico da partida está na Guerra das Malvinas. Em 1982, Argentina e Reino Unido entraram em conflito pelo controle do arquipélago localizado no Atlântico Sul.

A guerra durou cerca de três meses e terminou com a vitória britânica, que manteve o domínio das ilhas. Ao todo, o confronto deixou 649 militares argentinos mortos, além de 255 britânicos e três civis.

Até hoje, as Malvinas seguem sendo motivo de disputa diplomática. Embora o arquipélago tenha um governo autônomo, sua defesa e relações exteriores permanecem sob responsabilidade do Reino Unido, enquanto a Argentina continua reivindicando o território.

Lionel Scaloni

Apesar de todo esse contexto histórico, o técnico Lionel Scaloni preferiu afastar qualquer clima político antes da semifinal. Para o comandante argentino, o foco está exclusivamente no futebol e na oportunidade de colocar a equipe em mais uma decisão de Copa do Mundo.

"O que esta equipe conquistou é histórico, mesmo que pudéssemos ter jogado melhor. É histórico estar novamente em uma semifinal", afirmou Scaloni. "É um espaço privilegiado no futebol, uma conquista nada fácil. Estamos felizes e animados agora, e vamos tentar chegar ao fim com todas as nossas forças."

Além disso, o Scaloni evitou aumentar a tensão antes do confronto. "A mensagem é que isto é um jogo de futebol. É tudo o que posso dizer. Vamos jogar contra um adversário muito difícil, eles têm um excelente treinador, é um jogo de futebol e nada mais", completou.

Quem adotou um discurso diferente foi o atacante Flaco López. O jogador do Palmeiras reconheceu que a partida possui um significado especial para os argentinos, embora ressalte que a equipe entrará em campo pensando apenas na classificação.

"Obviamente, dentro e fora das quatro linhas do campo, é uma partida com muita história, muita dor e muitos significados", afirmou. "Acho que somos profissionais e vamos jogar como jogamos todas as partidas: até o último segundo, dando tudo de nós em campo."

Duelo eternizado por Maradona

O encontro mais marcante entre Argentina e Inglaterra em Copas do Mundo aconteceu quatro anos após a Guerra das Malvinas. Nas quartas de final do Mundial de 1986, disputado no México, os argentinos venceram por 2 a 1 em uma partida que entrou para a história do futebol.

Naquele confronto, Diego Maradona marcou os dois gols da Argentina. O primeiro ficou conhecido como a "Mão de Deus", após o camisa 10 tocar na bola com a mão antes de balançar as redes, sem que a arbitragem percebesse a infração.

Depois, Maradona protagonizou outro lance histórico. Partindo do campo de defesa, driblou diversos adversários antes de marcar aquele que é considerado por muitos o gol mais bonito da história das Copas do Mundo.

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